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Tarcísio consolida apoio de PSD, PSDB e direita mirando a Presidência em 2030
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Tarcísio consolida apoio de PSD, PSDB e direita mirando a Presidência em 2030

Governador foi reeleito no primeiro turno em São Paulo e ampliou sua força entre eleitores do centro, da direita e do antigo tucanato.

Reeleito governador de São Paulo no primeiro turno, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, chega ao segundo mandato fortalecido para uma possível disputa presidencial em 2030. Ele recebeu 62,85% dos votos, contra 36,22% de Fernando Haddad, do PT, com 90,02% das urnas apuradas.

A vitória foi associada por analistas à combinação entre a estrutura política do PSD no interior paulista, o apoio de antigos eleitores do PSDB e a rejeição ao PT. O partido de Gilberto Kassab se expandiu entre 2020 e 2024 com a migração de prefeitos e manteve articulações entre deputados estaduais, prefeituras e o governo estadual.

Para o cientista político Henrique Curi, essa estrutura permitiu que Tarcísio herdasse uma base eleitoral sem precisar conquistar novos eleitores. Murilo de Aragão, fundador da Arko Advice, avaliou que o governador reuniu eleitores ligados a Paulo Maluf e ao PSDB em oposição ao PT, alcançando a direita, a centro-direita e o centro.

Vantagem eleitoral e cenário nacional

A rejeição a candidatos petistas em São Paulo aumentou desde 2002. Em 2022, Fernando Haddad tinha taxa de rejeição de 50%, enquanto Tarcísio registrava 30%. Na avaliação de Curi, o governador combinou uma identificação política mais forte do eleitorado, a coordenação partidária herdada do PSDB e a rejeição histórica ao PT.

O histórico do Palácio dos Bandeirantes também pesa. José Serra venceu a eleição estadual de 2006 no primeiro turno e foi indicado pelo PSDB para a disputa presidencial de 2010. Geraldo Alckmin venceu o pleito paulista de 2002 e concorreu à Presidência em 2006.

O cenário para 2030, porém, ainda depende da disputa dentro da direita e do resultado da eleição presidencial deste ano. Jair Bolsonaro está inelegível até 2060, e Luiz Inácio Lula da Silva não poderá tentar uma segunda reeleição.

Segurança pública e imagem de gestor

A administração de Tarcísio também foi marcada por ações na segurança pública e por projetos de integração de sistemas, como o Muralha Paulista, lançado em 2024. Em 2025, o estado registrou 2.438 homicídios, um dos menores números da série histórica.

As operações Escudo e Verão, porém, geraram críticas. Segundo a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, 28 pessoas morreram em ações da Operação Escudo em Santos e no Guarujá. Em 2024, a Operação Verão registrou mais 58 mortes, sendo 56 civis e dois agentes das forças de segurança.

A campanha também explorou ações na região da Cracolândia, no centro de São Paulo. De acordo com o Programa Redenção, da Prefeitura de São Paulo, havia 447 pessoas em situação de grave dependência no primeiro semestre deste ano, contra 222 no mesmo período do ano passado.

Curi disse que a imagem de gestor técnico aproximou Tarcísio dos eleitores de centro-direita. O governador, no entanto, é criticado por desmarcar reuniões em cima da hora. Relatos semelhantes foram feitos por representantes empresariais, aliados na Assembleia Legislativa e funcionários de órgãos estaduais.

Entre as áreas acompanhadas pelo governo está a Agência de Transporte do Estado de São Paulo, a Artesp. A agência participou do aditivo de R$ 3,7 bilhões para acelerar as obras da Linha Laranja do Metrô, com previsão de entrega até julho deste ano.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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