A votação para as eleições de 2026 começou neste sábado (3), no horário de Brasília, para brasileiros que moram fora do país. A Nova Zelândia abriu as primeiras seções, em Wellington, seguida pela Austrália.
De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), as seções eleitorais no exterior funcionam das 8h às 17h de domingo (4), conforme o horário local de cada país. Na Austrália, o processo ocorre em etapas por causa dos diferentes fusos horários.
Brasileiros aptos a votar podem comparecer às seções instaladas em Sydney, Brisbane, Melbourne, Perth e Camberra. Fora do território brasileiro, o eleitor com domicílio eleitoral no exterior escolhe apenas os candidatos a presidente e vice-presidente da República.
Mais de 918 mil brasileiros estão habilitados a votar no exterior neste ano. Esse eleitorado está espalhado por 186 cidades e corresponde a pouco mais de 0,5% do total de eleitores do país. Em relação a 2022, houve crescimento superior a 30%; naquele ano, cerca de 697 mil pessoas podiam votar fora do Brasil.
A organização é responsabilidade do TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal), por meio da Zona Eleitoral do Exterior, em parceria com o TSE e o MRE (Ministério das Relações Exteriores). Segundo o TSE, equipamentos eletrônicos foram enviados para atender eleitores em 104 países. A Rússia foi o único país sem recebê-los neste ano, por dificuldades na logística aérea.
As seções podem funcionar em embaixadas, repartições consulares ou outros endereços definidos pela Justiça Eleitoral e pelas representações brasileiras. A legislação exige pelo menos 30 eleitores aptos para a criação de uma seção no exterior.
No Brasil, as urnas serão abertas às 8h deste domingo (4). A diferença de fusos faz com que brasileiros residentes em outros países iniciem a votação antes do começo do processo no território nacional.








