O naufrágio do encouraçado Tirpitz, atingido por bombas britânicas em 12 de novembro de 1944, terminou em apenas 11 minutos. Décadas depois, uma carteira ligada a um militar alemão que servia no navio passou a integrar o acervo do Museu de Defesa de Tromso, na Noruega.
Recuperada no litoral do norte do país, a carteira estava desbotada e endurecida pelo tempo. Dentro dela havia dois preservativos fabricados em 1944 e cartões de racionamento de tabaco. O soldado ao qual o objeto pertencia não foi identificado.
O que havia na embarcação
O Tirpitz era o maior encouraçado construído pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. A embarcação comportava uma tripulação de até 2.600 homens e contava com padaria, serviço de correio e banda de música.
O navio recebeu do primeiro-ministro britânico Winston Churchill o apelido de “O Monstro”. A distribuição de preservativos aos militares fazia parte das medidas sanitárias adotadas pelas forças armadas para prevenir infecções sexualmente transmissíveis e manter os soldados aptos para o serviço, segundo Sten Helge Eilertsen, diretor-adjunto do Museu de Defesa de Tromso.
O ataque ao Tirpitz
Na data do afundamento, 32 aeronaves britânicas atacaram o encouraçado, que estava ancorado perto de Håkoya, nas proximidades de Tromso. Os aviões lançaram bombas Tallboy de cinco toneladas, projetadas para perfurar a blindagem de aço.
As explosões ao lado do casco retiraram a areia que sustentava o navio e provocaram um vácuo na água. Com a quilha rompida, a embarcação tombou. Ao todo, 971 soldados e marinheiros morreram. Outros cerca de 900 homens conseguiram nadar até a costa, mas não há confirmação sobre o destino do dono da carteira.
Conservação
Objetos do Tirpitz foram resgatados do naufrágio ou levados pelas correntes até a praia ao longo dos anos. A carteira aguarda análise e restauração por conservadores especializados.
O Museu de Defesa de Tromsø foi fundado em 1993 e funciona em um antigo forte costeiro alemão. A instituição mantém os artefatos para documentar a história militar e o cotidiano dos combatentes na região.








