São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
A notícia como ela é
PF faz operação para investigar suposto desvio de emendas para filme 'Dark Horse'
Foto: Reprodução e Câmara dos Deputados
Brasil

PF mira produtora e deputado em investigação sobre emendas ligadas a filme

Operação Make Up apura suspeita de desvio de recursos públicos destinados a entidades e empresas relacionadas à produção de “Dark Horse”.

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União cumprem 49 mandados de busca e apreensão na operação Make Up, que investiga um suposto desvio de recursos públicos de emendas parlamentares relacionado ao financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.

Entre os alvos estão Karina Gama, produtora do longa, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP). Também são alvo de buscas duas entidades ligadas a Karina: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC). Não há mandados de prisão. A empresa Go Up, responsável pela produção do filme, não está entre os alvos.

O caso é relatado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. O inquérito tramitava em São Paulo e foi transferido para o STF.

A investigação apura a suspeita de que uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados tenha direcionado recursos repassados a uma organização da sociedade civil para empresas subcontratadas irregularmente. A PF afirma que não havia comprovação de que os serviços foram prestados.

A corporação identificou movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao suposto esquema e diz que as tentativas de ocultar os desvios continuaram até julho deste ano. São investigadas suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Emenda e contrato em São Paulo

Uma auditoria da CGU apontou suspeita de desvio de R$ 2 milhões em emenda indicada por Frias para entidades ligadas a Karina, com gastos sem comprovação. O deputado, que atua como roteirista e produtor-executivo do filme, negou que os recursos tenham sido destinados a qualquer produção cinematográfica.

O Instituto Conhecer Brasil também é investigado pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil por causa de um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo. O acordo previa a instalação de 5 mil pontos de wi-fi gratuito na periferia até junho de 2025. Até a presente data, 3.200 haviam sido instalados.

Foram assinados ao menos três aditivos para alterar o prazo de conclusão. O Ministério Público apura se houve concorrência na contratação do instituto.

Outras apurações no STF

Há ainda uma investigação, sob relatoria do ministro André Mendonça, sobre repasses feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL), e sobre o caminho percorrido pelo dinheiro.

Na quarta (9), Mendonça homologou o acordo de delação premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como “Mineiro”. Dono da Entre Investimentos, ele afirmou que a empresa fez repasses para o filme e relatou ter realizado sete transferências, entre janeiro e setembro de 2025, para o fundo Havengate, nos Estados Unidos.

As transações totalizaram US$ 12,333 milhões, valor equivalente a R$ 62,8 milhões pela cotação de setembro de 2025. A PF investiga se todo o dinheiro foi usado no filme ou se parte teve outra destinação.

Os citados na operação foram procurados e ainda não se pronunciaram.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5