O preço não deve ser o único critério na hora de trocar os pneus do carro. Como eles são o ponto de contato direto entre o veículo e o asfalto, a escolha inadequada pode afetar a estabilidade, aumentar a distância de frenagem em pistas molhadas e elevar o consumo de combustível.
A troca é indicada quando há sinais visuais de degradação, desgaste irregular ou quando o indicador TWI chega ao limite legal de uso. Esse indicador é um ressalto de borracha localizado nos sulcos da banda de rodagem.
Cláudio Santos, CEO da Blumo Mecânica Automotiva, afirma que “Pneus adequados e de qualidade reduzem o tempo e a distância de parada em freadas brutas, além de diminuírem o risco de aquaplanagem na chuva”.
O que verificar antes da compra
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Medidas e especificações: a dimensão deve seguir o manual do proprietário, a etiqueta na coluna da porta do motorista ou a lateral dos pneus originais. A sequência informa a largura da banda de rodagem, o perfil, o tipo de construção — geralmente “R”, para radial — e o diâmetro da roda.
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Índices de carga e velocidade: os códigos indicam, respectivamente, o peso máximo suportado por cada roda e a velocidade para a qual o pneu foi projetado. Os índices devem ser iguais ou superiores aos definidos pela montadora.
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Etiqueta de desempenho: a etiqueta do Inmetro apresenta a aderência em piso molhado, a eficiência energética e o ruído externo. A aderência é classificada de A a E, ou G em modelos antigos. O ruído é medido em decibéis, com a sigla dB.
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Data de fabricação: o código DOT tem quatro dígitos finais, que indicam a semana e o ano de produção. O exemplo “1224” representa a 12ª semana de 2024. A borracha pode ressecar e oxidar mesmo durante o armazenamento.
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Índice Treadwear: presente na classificação UTQG, o indicador mede a durabilidade relativa da banda de rodagem. Geralmente, varia entre 60 e 800. Quanto maior o número, mais lenta tende a ser a degradação do material em condições normais.
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Custo-benefício e categoria: pneus de marcas consagradas costumam usar compostos de borracha mais avançados. Opções intermediárias podem atender ao uso urbano diário, enquanto modelos de baixo custo exigem cautela adicional e podem ter desempenho inferior em frenagens críticas e menor durabilidade.








