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Professores da rede particular de BH iniciam greve por tempo indeterminado
Foto: Divulgação/SinproMinas
Brasil

Professores da rede particular de BH iniciam greve por tempo indeterminado

Categoria rejeitou proposta de dividir a convenção coletiva entre educação básica e ensino superior; negociação está na Justiça do Trabalho.

Professores da rede particular de ensino de Belo Horizonte e da Região Metropolitana decidiram iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira (16/9). A decisão foi tomada em assembleia no Auditório do Sindicato dos Professores do estado de Minas Gerais (Sinpro Minas), no bairro Floresta, região Leste da capital mineira.

O movimento ocorre durante o impasse nas negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). O Sinpro Minas rejeita a proposta de criar documentos separados para professores da educação básica e docentes do ensino superior. O sindicato defende a manutenção da convenção atual e pede reajuste salarial de 3,77%, correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

A negociação entre o Sinpro Minas e os donos de escolas está na Justiça do Trabalho. As tratativas começaram em março, mas não houve acordo. Em 15 de junho, o sindicato ajuizou um dissídio coletivo de natureza econômica no Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3). O processo continua em andamento.

Divergência sobre a convenção

O sindicato dos professores afirma que a divisão da CCT pode reduzir a capacidade de negociação coletiva e permitir mudanças futuras em direitos previstos no documento. Entre os itens citados estão bolsas de estudos, isonomia salarial, férias coletivas e adicional extraclasse.

A presidenta do Sinpro Minas, Valéria Morato, afirmou que os professores reduziram a pauta inicial para priorizar a renovação da convenção atual e o reajuste pela inflação. “Mas o patronal não quer negociar”, disse.

O Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe-MG) afirma que a separação não representa retirada de benefícios. A entidade defende que instituições de ensino têm realidades diferentes e que um novo modelo poderia adaptar as negociações a cada segmento.

A proposta prevê que a divisão passe a valer somente a partir de 2027. Para 2026, seria mantido um único instrumento, com as cláusulas atualmente vigentes. O Sinepe-MG sustenta que não haveria retirada imediata de direitos, mas mudança no formato das negociações futuras.

Os próximos passos da greve serão definidos em reuniões e mobilizações organizadas pelo Sinpro Minas.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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