SÃO PAULO — Fernando Haddad (PT) afirmou neste domingo (13/9) que a decisão de Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar a quebra do sigilo no Caso Master representa um avanço, mas não encerra a necessidade de transparência sobre o episódio.
O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo defendeu também a abertura dos celulares de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro. Na avaliação de Haddad, o acesso ao conteúdo pode ampliar as informações disponíveis antes do primeiro turno e ajudar o eleitor a decidir.
“Eu creio que o presidente do Supremo fez um gesto na direção da transparência, mas nós não podemos parar aqui”, afirmou. Haddad acrescentou que ainda existem informações protegidas por sigilo e que elas precisam ser divulgadas.
A declaração ocorreu durante entrevista a jornalistas depois de uma agenda de campanha na Avenida Paulista, no centro de São Paulo. O candidato foi questionado sobre a associação feita por integrantes da direita entre o escândalo do Banco Master e a esquerda, com menções ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Em 7 de setembro, Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o eleitor de Luiz Inácio Lula da Silva estaria votando em Alexandre de Moraes. A manifestação ocorreu após a divulgação de um relatório da Polícia Federal que indica uma suposta troca de mensagens entre Moraes e Vorcaro.
Haddad afirmou que as revelações conhecidas até agora apontam uma ligação entre o bolsonarismo e o ex-banqueiro. Ele também disse que a divulgação de novas informações sobre os celulares de Vorcaro poderia esclarecer o caso. O relatório da Polícia Federal foi divulgado depois de informações sobre um pedido de dinheiro feito por Flávio Bolsonaro a Vorcaro para o financiamento do filme Dark Horse.








