SÃO PAULO — Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, afirmou nesta quinta-feira (24/9) que não ampliará o modelo de escolas cívico-militares caso seja eleito. Ele disse que pretende reavaliar a experiência das unidades, mas não acredita na proposta implementada pela gestão do governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
“Não vou ampliar porque eu não acredito nesse modelo”, afirmou Haddad durante sabatina. O candidato também declarou que não conhece país que adote esse formato nem estados brasileiros líderes em qualidade de educação que utilizem o modelo. Segundo ele, nenhuma das 100 melhores escolas do Brasil é cívico-militar.
Propostas para a educação
Haddad disse que pretende universalizar modelos que considera bem-sucedidos, como o Instituto Federal e as escolas da Fundação Paula Souza (Etecs). A proposta, segundo o candidato, é democratizar a qualidade do ensino no estado.
“Eu quero que o filho da pessoa mais humilde deste estado tenha a mesma qualidade de ensino que o filho de um banqueiro”, afirmou.
O candidato também associou a queda de São Paulo no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) à chamada plataformização da educação, adotada pela gestão Tarcísio. Ele criticou a exigência de que professores passem três horas diante de um computador preenchendo planilhas e afirmou que a medida provocou revolta entre os profissionais e burnout.
Haddad disse ainda que o governador demorou para rever o modelo e defendeu que mudanças no ensino sejam discutidas com os profissionais da área. Ele afirmou que não quer a separação entre escolas que dão certo e as que não dão e citou o Instituto Federal como referência internacional.
De acordo com Haddad, havia dois Institutos Federais em São Paulo, e o estado terminaria o ano com 60, sendo 58, para ser exato. O candidato afirmou que criou o instituto no plano federal para servir de referência a governadores.
A sabatina também abordou propostas para o estado, o cenário eleitoral e temas da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. Pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (23/9) apontou Tarcísio com 44% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Haddad tinha 27%.








