SÃO PAULO — O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) disse neste domingo (27/9) que pretende conquistar votos de eleitores indecisos e também convencer pessoas que já escolheram outro candidato para o 1º turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro.
Durante uma agenda de campanha, Haddad afirmou que “não precisa falar com o cara que toma detergente, mas tem muita gente que não é assim”. Ele também declarou que a maioria do povo brasileiro não se enquadra nesse perfil.
A pesquisa Datafolha divulgada na última quinta-feira aponta o governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) com 50% das intenções de voto, resultado que indicaria vitória no primeiro turno. Haddad aparece com 30%.
Indecisos e agenda de campanha
Ainda de acordo com o levantamento, 71% dos eleitores consideram definitiva a escolha para governador no primeiro turno, enquanto 29% dizem que podem mudar de voto. Na pesquisa espontânea, sem a apresentação dos nomes dos candidatos, 35% ainda não sabem em quem votar.
O ministro licenciado da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, participou do ato e reforçou a necessidade de intensificar a campanha na reta final. “Essa semana é decisiva. Muita gente define voto na última semana”, disse. Boulos se licenciou do cargo para atuar na campanha de reeleição de Lula antes do primeiro turno.
Haddad esteve na avenida Paulista, na Bela Vista, região central de São Paulo, onde apresentou seu plano de governo para a cultura. Participaram da agenda o vice-presidente Geraldo Alckmin, a candidata ao Senado Simone Tebet, a candidata a deputada federal Erika Hilton e Emídio de Souza, candidato a deputado estadual e coordenador da campanha.
O candidato também criticou Flávio Bolsonaro (PL), associando o adversário a casos como a fraude do INSS e o Banco Master. Pela manhã, Haddad participou de um ato em frente à Catedral da Sé, voltado ao eleitorado feminino.
Na catedral, ele ainda participou de uma missa em homenagem a Amelinha Teles, jornalista e ativista dos direitos humanos torturada durante a Ditadura. Ela morreu na última terça-feira (22/9), aos 81 anos.








