Mário Frias afirmou que a Operação Make Up, da Polícia Federal, funciona como uma “cortina de fumaça” e negou ter cometido irregularidades. Em vídeo publicado nesta quinta-feira (10/9), o deputado federal disse que pretende colaborar com a investigação e entregar os documentos solicitados.
A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, e cumpriu 49 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Ceará. Entre os itens apreendidos na residência do parlamentar estão celular, computador e documentos.
Frias declarou que sua defesa ainda não teve acesso ao inquérito. Ele também afirmou que acredita no arquivamento do caso e que manterá sua agenda, o mandato e o apoio a Flávio Bolsonaro.
A investigação envolve R$ 2 milhões em emendas parlamentares destinadas ao Instituto Conhecer Brasil, presidido pela empresária Karina Ferreira da Gama. Frias disse que os recursos seriam usados em um projeto esportivo e de letramento digital para crianças. “Emenda pública, registrada, transparente, que qualquer um pode consultar no portal da transparência”, afirmou.
Movimentações sob análise
Relatório de 150 páginas da Polícia Federal aponta que a empresa Go Up, que tem Karina da Gama como sócia, movimentou R$ 19 milhões entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025. O intervalo coincidiu com gravações do filme Dark Horse em São Paulo, realizadas entre 20 de outubro e 7 de dezembro.
No período examinado, a produtora pagou R$ 906 mil ao Hotel Unique e R$ 653 mil à empresa Foodflix, além de fazer repasses a produtoras audiovisuais.
A PF também registrou que cerca de R$ 700 mil enviados pelo Instituto Conhecer Brasil foram destinados às empresas Dinâmica Editora e Instituto Super Poder Educacional, ligadas a Heric Fabiano Dias. Depois, a NTT Brasil, administrada por Dias, transferiu R$ 750 mil para a Go Up Entertainment.
Flávio Dino determinou que Mário Frias, Karina da Gama e outros 27 investigados não se comuniquem entre si nem deixem o país. Todos também deverão entregar os passaportes à Polícia Federal.







