BELO HORIZONTE — A direção do Partido Liberal em Minas Gerais decidiu pressionar candidatos e deputados da legenda a ampliar a campanha de Flávio Roscoe. O candidato aparece com desempenho entre 3% e 4% nas últimas pesquisas e precisa crescer sem abrir uma disputa direta com Cleitinho Azevedo, do Republicanos.
A meta do PL é fortalecer Roscoe e manter a possibilidade de que ele e Cleitinho avancem ao segundo turno. Com isso, o partido também tenta impedir que Luiz Inácio Lula da Silva tenha um palanque no estado. Nos levantamentos, Patrus Ananias, do PT, disputa a segunda posição com Alexandre Kalil, do PDT. Os dois aparecem atrás de Cleitinho e à frente de Roscoe.
O presidente estadual do PL, deputado federal Zé Vitor, disse que a votação de Cleitinho pode fazer com que o segundo colocado chegue à próxima fase com cerca de 15%. Para ele, a estratégia deve tratar os dois candidatos como parte de uma mesma frente política. “O que nós estamos tratando com os deputados não é Cleitinho contra Flávio Roscoe, é Cleitinho e Flávio Roscoe”, afirmou.
As pesquisas mais recentes da Quaest e da Atlasintel colocam Roscoe atrás de Patrus Ananias e Alexandre Kalil. Ele aparece tecnicamente empatado com Mateus Simões, do PSD; Gabriel Azevedo, do MDB; e Bem Mendes, do Missão.
Nas redes sociais de candidatos e de políticos eleitos pelo PL, as imagens de Roscoe e de Flávio Bolsonaro quase não aparecem. Candidatos disseram, sob reserva, que as publicações fazem parte de uma estratégia eleitoral e que a preferência pelo senador como nome da direita contribuiu para esconder Roscoe.
Alguns políticos passaram a elogiar o candidato sem demonstrar entusiasmo, numa tentativa de evitar desgaste interno. A campanha também foi afetada pela decisão de Vile Santos, Maurício do Vôlei e Junio Amaral de atuar fortemente em favor de Cleitinho, movimento que desagradou ao PL e aos apoiadores de Roscoe.








