ITAPOÃ — Anderson Gonçalves, de 44 anos, foi preso nesta terça-feira (8/9), nas proximidades da 6ª Delegacia de Polícia, no Paranoá. A unidade investiga o feminicídio de Flávia Gomes da Silva, ocorrido na segunda-feira (7/9), no Itapoã.
A prisão ocorreu por volta das 7h, antes que o advogado do suspeito conseguisse apresentá-lo à polícia. Anderson era procurado pela Polícia Civil do Distrito Federal e teria fugido de carro em direção a Planaltina (DF) depois de atacar a companheira.
Ataque na rua
Flávia caminhava com a filha do casal, uma menina de 4 anos, quando foi abordada. Testemunhas disseram aos policiais que ouviram uma discussão entre os dois momentos antes do crime. Após o ataque, Anderson teria mandado a criança correr e fugido do local.
Em depoimento, o homem afirmou que discutiu com Flávia e pegou uma faca que estava dentro do carro. Segundo ele, o objeto era usado para pescar. A investigação apura as circunstâncias do crime.
A irmã da vítima soube do caso por um telefonema da nora de Flávia. Conforme o relato prestado à polícia, parentes disseram que o casal se relacionava desde 2017, quando Flávia estava grávida. A criança que presenciou o ataque é filha dos dois.
Relatos de agressões
A irmã afirmou ter visto Anderson agredir Flávia em duas ocasiões distintas. Também relatou que havia mensagens no celular da vítima com conversas envolvendo violência. Apesar das agressões, Flávia nunca teria registrado boletim de ocorrência.
Segundo a familiar, os dois não moravam oficialmente juntos, mas Anderson frequentava a casa da vítima. O boletim de ocorrência também registra relato de uso excessivo de bebidas alcoólicas por parte dele, principalmente nos finais de semana. Flávia já havia reclamado do comportamento do companheiro.
Depois do crime, Anderson teria ido até a residência onde Flávia morava. A irmã disse não saber se ele procurava a filha, que teria sido orientada a correr. Familiares ouvidos no local descreveram o relacionamento como conturbado.








