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Como o vinho de cobra é preparado e por que virou atração turística
Foto: Viethavvh/Wikimedia Commons
Brasil

Como o vinho de cobra é preparado e por que virou atração turística

A bebida, encontrada em países do Sudeste Asiático, combina uma serpente inteira, álcool e crenças ligadas à medicina tradicional chinesa.

O vinho de cobra é vendido em mercados e feiras do Sudeste Asiático com uma característica que chama atenção: uma serpente inteira preservada dentro da garrafa. A bebida pode ser encontrada no Vietnã, no Laos, na Tailândia e no sul da China, tanto como parte de tradições locais quanto como lembrança para turistas.

Na preparação mais conhecida, a cobra é colocada enrolada em um recipiente de vidro preenchido com vinho de arroz ou álcool de cereais de alta graduação. O conteúdo fica armazenado durante alguns meses. Dependendo da receita, escorpiões, ginseng e ervas locais também são adicionados à mistura.

Crenças associadas à bebida

A tradição teria surgido na China durante a dinastia Zhou Ocidental. Ao longo do tempo, o vinho de cobra deixou de estar ligado somente a práticas medicinais tradicionais e passou a integrar também a cultura, a hospitalidade e o turismo regional.

Na medicina tradicional chinesa, acredita-se que a cobra possa “aquecer o corpo” e eliminar a umidade. A bebida é associada, nessas crenças, ao alívio de dores e rigidez nas articulações, à melhora da circulação e à redução do cansaço. A força e a resistência atribuídas ao animal também seriam transmitidas a quem consome o líquido, que chegou a ser visto como tônico ligado à vitalidade e à potência masculina.

Essas associações fazem parte da medicina popular e não correspondem a benefícios médicos comprovados.

Diferentes formas de preparo

Além da versão em que a cobra permanece inteira no álcool por meses, há um método mais rápido. Nele, o animal é aberto durante o preparo, e o sangue ou a bile é misturado diretamente a uma dose de bebida alcoólica.

O álcool é apontado como responsável por neutralizar o veneno ao degradar suas proteínas tóxicas. Isso não torna automaticamente segura qualquer preparação caseira ou bebida de procedência desconhecida.

Em comunidades rurais, oferecer o vinho de cobra aos visitantes pode representar respeito e acolhimento. Já nos mercados noturnos, as garrafas são comercializadas como souvenirs, e a aparência da serpente preservada é um dos principais atrativos.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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