BELO HORIZONTE — A analista de Trade Marketing Raíssa Duarte, de 35 anos, afirma que foi agredida e teve o celular levado durante uma confusão no Mercado Novo, no Centro de Belo Horizonte. O caso aconteceu por volta das 2h da madrugada de domingo (6/9), no subsolo do espaço, conhecido como “submundo”.
Raíssa contou que recebeu um soco, ficou inconsciente e precisou ser levada a um hospital por amigos. Ela também disse que outras pessoas próximas foram agredidas e perderam os telefones durante o episódio. Imagens publicadas nas redes sociais mostram a boca da analista inchada e com pontos.
“Ontem eu fui assaltada, agredida”, afirmou Raíssa em um vídeo. Ela relatou que um homem teria provocado uma briga para criar uma confusão e, nesse momento, levar os celulares das pessoas.
Relato da vítima
Segundo Raíssa, a segurança da portaria havia feito um alerta sobre furtos de telefones antes de sua entrada. Ela afirmou que não imaginou enfrentar problemas porque usava o aparelho preso a uma cordinha de segurança.
A analista descreveu o suspeito como um homem alto, negro, forte e de cabelo raspado. De acordo com o relato, ele deixou o local andando normalmente após a agressão. Pessoas que presenciaram a confusão teriam comentado o caso depois da publicação do vídeo.
O Mercado Novo fecha à meia-noite, mas os bares do subsolo funcionam das 23h até às 6h da manhã do dia seguinte. Foi nessa área que o episódio ocorreu.
Investigação
Na tarde desta terça-feira (8/9), Raíssa foi ao Instituto Médico Legal para fazer exame de corpo de delito. Ela informou que registrou boletim de ocorrência e que o caso será investigado.
A analista também afirmou que há câmeras de segurança no local. As imagens devem ser usadas para tentar identificar o responsável pela agressão e pelo roubo do celular.
A Nuuh Cervejaria publicou uma mensagem nas redes sociais lamentando o ocorrido e se colocou à disposição para prestar apoio. “Não compactuamos com nenhuma forma de violência”, informou o perfil.
A cervejaria também declarou que os bares do subsolo vêm trabalhando juntos em melhorias na segurança e que estão disponíveis para colaborar com os órgãos responsáveis pela identificação do agressor. O Mercado Novo permanecia aberto e não havia apresentado resposta até a publicação das informações.








