O Brasil, que tem a maior frota de veículos blindados do mundo, pode receber novas tecnologias para o mercado de proteção automotiva após a aquisição, pela Arclin, da operação de aramidas da DuPont. O negócio foi concluído em abril e inclui as marcas Kevlar e Nomex.
As aramidas são fibras sintéticas de alto desempenho, conhecidas pela resistência mecânica e pela estabilidade térmica. Além da blindagem de veículos, os materiais são usados em equipamentos de proteção individual, defesa, setor aeroespacial e infraestrutura.
A operação reúne marcas, unidades industriais e cerca de 1,8 mil funcionários globalmente. A Arclin informou que pretende manter o atendimento aos clientes e investir em capacidade produtiva, inovação e novas aplicações para as fibras.
“Kevlar e Nomex são referências em seus respectivos setores”, afirmou Mark Glaspey, presidente da Arclin, ao anunciar a conclusão da operação.
Mercado brasileiro
O país encerrou 2025 com 42,8 mil novos carros blindados, segundo levantamento da Abrablin (Associação Brasileira de Blindagem), com dados do Exército. O resultado foi 24,6% superior ao recorde de 2024 e elevou a frota nacional para cerca de 400 mil unidades.
O mercado já havia registrado crescimento em 2023, quando foram contabilizados 29.296 veículos blindados. Em 2024, o volume anual passou de 34 mil unidades.
A expansão cria demanda por materiais que ofereçam proteção balística com menor peso. A instalação da blindagem aumenta a carga da estrutura original do automóvel, e soluções mais leves podem contribuir para preservar desempenho, eficiência e dirigibilidade.
Entre os desenvolvimentos associados à plataforma Kevlar está o Kevlar EXO, fibra de aramida de nova geração desenvolvida pela DuPont, com desempenho balístico, flexibilidade e leveza.
A Arclin já atuava no Brasil antes da aquisição. Para a nova etapa, a empresa afirma que manterá a confiabilidade dos produtos e ampliará suas aplicações. “Continuidade não significa ficar parado”, disse Bradley Bolduc, CEO da Arclin.








