O bitcoin subia 4,5% em 24 horas nesta sexta-feira, 18, e era negociado a US$ 79.930 às 10h55 (horário de Brasília). A criptomoeda acumula valorização de 1,6% nos últimos sete dias e registra o terceiro dia seguido de ganhos.
A equipe de análise da Vault Capital avalia que um fechamento acima da faixa entre US$ 78 mil e US$ 78,6 mil pode abrir espaço para uma nova tentativa de alcançar a região dos US$ 82,5 mil. O relatório considera que o bitcoin caiu até a “call wall” dos US$ 75 mil, região associada ao preço de exercício mais comum das opções de compra abertas no mercado de derivativos, e depois voltou a subir.
“Esse desenvolvimento provavelmente vem depois do dia 25 de setembro, quando 44% do book de opções vence e as regiões ficam mais frágeis”, afirma Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault Capital.
Fluxo para ETFs
Vinicius Bazan, da Underblock, chama atenção para a resistência do mercado de criptomoedas diante da elevação dos juros pelo Federal Reserve, da rejeição no Senado dos Estados Unidos do Clarity Act e do aumento dos preços do petróleo.
“Exatamente um mês atrás, o bitcoin estava nos US$ 64 mil e mesmo com todos os temores do mercado, o BTC está mais lateralizando do que qualquer outra coisa hoje”, avalia Bazan. Para ele, o movimento representa um início de mudança de regime, e o fundo de preços já teria passado.
Os fundos negociados em bolsa de bitcoin à vista dos Estados Unidos tiveram saldo líquido positivo de US$ 159,5 milhões ontem, interrompendo uma sequência de dois pregões de saída de capital. O maior fluxo comprador foi registrado no IBIT, da BlackRock, com US$ 183,7 milhões a mais em compras de cotas do que em vendas.
Nos ETFs de ether, o saldo foi negativo em US$ 39,3 milhões.
O índice Fear & Greed das criptomoedas subiu de 65 para 68 pontos, faixa que indica predominância de “ganância”. O indicador combina dados como momentum de preços, volatilidade e posições no mercado de derivativos e varia de 0 a 100 pontos. Valores próximos de zero indicam mais medo, enquanto os perto de 100 apontam maior apetite por risco.






