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Brasil lidera exportação de jogadores, mas arrecada menos que Inglaterra e França
Economia

Brasil lidera exportação de jogadores, mas arrecada menos que Inglaterra e França

País enviou 1.005 atletas ao exterior em 2025, mas clubes brasileiros receberam menos em transferências do que ingleses e franceses.

O Brasil foi o país que mais exportou jogadores de futebol em 2025, com 1.005 transferências internacionais de saída. Mesmo assim, os clubes brasileiros arrecadaram US$ 689 milhões em taxas, abaixo dos valores registrados por Inglaterra e França.

A Inglaterra teve 942 transferências e recebeu US$ 1,77 bilhão. A França somou 810 operações e capturou US$ 1,71 bilhão, de acordo com dados da FIFA.

Idiomas antes da transferência

A diferença entre o número de atletas enviados e o dinheiro obtido levou o Lingopass, empresa de educação linguística para organizações, a investigar o domínio de idiomas no futebol. O estudo “O Idioma que Falta na Camisa” analisou 227 jogadores de oito clubes de elite do Brasileirão.

A pesquisa encontrou evidência pública de uso do inglês em 13 atletas, o equivalente a 5,7%. O levantamento não aplicou testes de proficiência. A empresa procurou registros em entrevistas, coletivas, vídeos institucionais e veículos internacionais, por meio do Protocolo Lingopass de Evidência Linguística.

Nos 13 casos identificados, o primeiro registro de comunicação espontânea em inglês apareceu depois da primeira transferência para uma liga anglófona. A Lingopass ressalva que a falta de registro público não prova que o jogador não domine o idioma.

“O inglês quase sempre chega tarde, depois da primeira transferência, quando o custo da adaptação já foi pago”, afirma Alexandrine Brami, fundadora e CEO do Lingopass.

O estudo cita Bruno Guimarães como exemplo. O jogador chegou ao Newcastle, da Inglaterra, em 2022 sem falar inglês e, seis meses depois, já dava entrevistas no idioma. A adaptação teve apoio de um Player Liaison Officer, profissional que auxilia atletas estrangeiros na integração ao clube.

Bolsas para atletas

A empresa anunciou 1 mil bolsas integrais de Football English, com 500 vagas destinadas a atletas mulheres. O curso abordará situações da carreira esportiva, como treinos, vestiário, entrevistas, contratos e transferências. O acompanhamento será feito pelo nível do Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas, conhecido como CEFR.

A iniciativa é um novo capítulo do programa social Empowering Talents. A Lingopass pretende conversar com clubes, federações e órgãos públicos sobre a divulgação da proposta e afirma que Alexandrine Brami quer apresentá-la ao Ministério do Esporte. Nesta etapa, o financiamento será feito pela própria empresa, sem patrocínio de terceiros.

A aproximação com o futebol começou em 2025, quando o Sfera FC, clube do interior paulista, contratou a Lingopass. O clube criou o LingoRaio, iniciativa que reúne 200 participantes, entre atletas das equipes masculina e feminina, gestores, profissionais operacionais e professores do projeto social. O programa também se relaciona à parceria do Sfera com o FC Midtjylland, da Dinamarca.

A Lingopass nasceu em 2021 com foco em executivos e organizações. No mesmo ano, distribuiu 150 bolsas para 20 organizações que atendiam comunidades de baixa renda. A empresa afirma que utiliza parte da receita de contratos corporativos para financiar as bolsas.

A companhia prepara uma ampliação do estudo, com a classificação de jogadores de 13 clubes da Série A. Também prevê pesquisas sobre inteligência cultural, internacionalização, educação e efeitos da inteligência artificial nas relações de trabalho.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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