A Canopy pretende fazer cinco aquisições por ano nos próximos quatro anos e mantém dois negócios em diligência, nos setores de construção e segurança. Os acordos podem ser fechados ainda neste ano, com valores próximos de R$ 100 milhões cada.
Fundada em 2024, a consolidadora de software recebeu US$ 100 milhões da Bessemer e da Cloud9 antes mesmo de apresentar um pitch deck, segundo Thiago Rocha, fundador da companhia. A empresa começou a comprar negócios no fim de 2025 e já concluiu quatro aquisições: Sollus, Topcom, Maxicom e Uniware. O valor médio foi de cerca de R$ 55 milhões por operação.
Saúde, construção, facilities e agronegócio estão entre os segmentos avaliados pela companhia. Dos recursos do fundo, R$ 149 milhões já foram chamados dos investidores, enquanto R$ 391 milhões continuam disponíveis. Nas transações concluídas, a Canopy combinou pagamento à vista, capital próprio, parcelas futuras e mecanismos de earn-out vinculados ao desempenho das empresas adquiridas.
Critérios para as aquisições
A empresa procura negócios com pelo menos 70% da receita recorrente, crescimento anual de cerca de 10%, margem Ebitda de 20% e baixa concentração de clientes. O maior cliente deve responder por, no máximo, 10% do faturamento.
Rocha afirma que a Canopy prioriza empresas duradouras, com fundamentos sólidos, liquidez e produtos difíceis de substituir. “Ativos de qualidade estão disponíveis o tempo todo”, diz. A companhia montou um time próprio de M&A para buscar e avaliar ativos continuamente.
As empresas do grupo somam faturamento aproximado de R$ 140 milhões. A avaliação da Canopy é que o capital disponível financia a primeira etapa do plano, mas a aceleração das compras pode reduzir de quatro anos para dois ou três o prazo de uso do fundo.
Próximos passos
Uma nova captação pode ser necessária caso a companhia avance em oportunidades de R$ 500 milhões de valuation. “Vemos oportunidades de R$ 500 milhões de valuation, o que pode exigir abertura para outros fundos”, afirma Rocha.
A Canopy mantém as contas auditadas pela Deloitte e tem como objetivo futuro realizar um IPO no Brasil. Antes disso, a prioridade é dar continuidade às aquisições.








