A profissão de engenheiro de inteligência artificial foi a que mais cresceu no Brasil nos últimos três anos, segundo o LinkedIn. O avanço ocorreu com o aumento da demanda por profissionais capazes de transformar a tecnologia em aplicações usadas por empresas.
O levantamento considera a evolução dos cargos ocupados por profissionais na plataforma. O movimento também aparece no mercado internacional: no ranking global, a função ficou entre as que mais cresceram em 15 dos 21 mercados analisados e ocupou a primeira posição nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Holanda.
Da experimentação à operação
A busca pelo profissional aumentou à medida que as empresas passaram dos testes com chatbots e ferramentas de IA generativa para a integração desses recursos a produtos, serviços e processos internos.
Esse engenheiro desenvolve e coloca em funcionamento soluções para problemas específicos. Entre as atividades estão a criação de aplicações com IA generativa, o trabalho com dados, a integração de ferramentas aos sistemas da empresa, a avaliação de resultados e os ajustes necessários para garantir um funcionamento consistente em situações reais.
A função também pode envolver tecnologias de aprendizado de máquina e ferramentas capazes de analisar grandes volumes de dados para gerar previsões, classificações ou respostas.
Na engenharia de IA tradicional, programação, dados, aprendizado de máquina e infraestrutura fazem parte das competências necessárias para desenvolver e colocar as soluções em produção. O crescimento da tecnologia, porém, não significa que todos os profissionais precisarão assumir esse cargo.
A expansão da IA também abre espaço para funções ligadas à implementação, à adoção e à integração da tecnologia em diferentes áreas. O movimento indica uma demanda maior por profissionais que façam a conexão entre os recursos de inteligência artificial e as necessidades práticas das empresas.








