O envelhecimento da população e a dependência do INSS estão pressionando o planejamento da aposentadoria no Brasil, segundo Edson Franco, presidente da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida). Para ele, a formação de uma poupança previdenciária individual se tornou necessária diante das mudanças demográficas e nas relações de trabalho.
A entidade apresentou o cenário durante a 12ª edição do Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada. A maioria dos brasileiros pretende se aposentar aos 60 anos, mas já considera difícil alcançar esse objetivo. Ainda assim, grande parte espera depender principalmente do INSS, sem saber quanto receberá do sistema.
“Mais preocupante do que isso, muitos dizem que vão depender do INSS primariamente para a sua aposentadoria, mas não têm ideia de quanto vão receber”, afirmou Franco.
Cuidados com idosos
Atualmente, 40% dos domicílios brasileiros têm idosos. Entre essas pessoas, 34% precisam de cuidados permanentes. Familiares respondem por 92% da assistência, enquanto cuidadores profissionais são responsáveis por 8%.
Franco afirmou que o envelhecimento gera custos para as famílias e para os indivíduos. Em alguns casos, pessoas interrompem as atividades profissionais para cuidar de pais e avós.
Projeção para o INSS
Um estudo citado pelo presidente da Fenaprevi projeta que, em menos de 30 anos, haverá apenas um contribuinte para cada aposentado no INSS. Com isso, os trabalhadores que entraram ou estão entrando no mercado de trabalho e esperam se aposentar em 25 ou 30 anos não devem contar com as mesmas regras atuais.
“O INSS de hoje é insustentável a longo prazo. Eu diria até a médio prazo”, declarou.
Franco defendeu o planejamento financeiro de longo prazo e disse que a melhor oportunidade para começar a poupar teria sido há 10 anos. Ele também afirmou que a janela para criar um sistema previdenciário sustentável está se fechando, diante do envelhecimento e de novas formas de trabalho, como a pejotização.








