SÃO PAULO — Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que uma eventual Presidência do candidato terá como referência medidas adotadas por Javier Milei na Argentina. A proposta inclui revogar normas e avançar em uma agenda de desburocratização.
Durante um evento do grupo Esfera Brasil com grandes empresários, nesta segunda-feira, 14, Marques disse que a campanha já identificou mais de mil normas que poderiam ser revogadas. “A gente já tem mais de mil normas (mapeadas para revogar)”, declarou.
A coordenadora também afirmou que o próximo governo bolsonarista teria de eliminar novos tributos criados pela gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, além de normas infralegais. A campanha chama essa proposta de “revogaço” e usa o termo “tesouraço” para a redução de gastos públicos.
Privatizações
Marques disse que Flávio não pretende fazer mudanças significativas em programas sociais, como o Bolsa Família, caso seja eleito presidente da República em outubro. Ao mesmo tempo, a campanha pretende manter a agenda de privatizações iniciada durante o governo de Jair Bolsonaro.
No evento, ela mencionou os Correios, cuja privatização estava prevista antes do retorno de Lula à Presidência, e não descartou a possibilidade de privatizar o Banco do Brasil. Segundo a coordenadora, mais de 20 estatais poderiam passar por processos de privatização.
Marques presidiu a Caixa Econômica Federal durante o governo de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022.








