O grupo espanhol Perfumes & Diseño (PyD) trouxe ao Brasil as marcas TOUS e Halloween, já presentes no mercado europeu desde o início dos anos 2000. Os produtos custam entre R$ 149 e R$ 839, e a empresa planeja ampliar sua distribuição no país ao longo de 2026.
A PyD pretende passar de 90 para 150 pontos de venda neste ano. A companhia também projeta superar 300 portas na distribuição indireta, à medida que o portfólio ganhe espaço no varejo brasileiro. A entrada em redes como a Sephora deve ocorrer quando as marcas estiverem mais consolidadas.
Marcas e estratégia
A Halloween é a porta de entrada da empresa no Brasil, com distribuição exclusiva em lojas selecionadas da Renner. Seus perfumes variam de R$ 149 a R$ 399. Já os produtos da TOUS ficam entre R$ 345 e R$ 839, com destaque para a linha LoveMe.
A TOUS representa cerca de 45% das vendas globais da PyD, enquanto a Halloween responde por aproximadamente 30%. O grupo trabalha ainda com as marcas próprias El Ganso, Nightology e Scalpers. Juliette has a Gun, Goutal e EuroItalia são distribuídas pela companhia.
A empresa foi criada em 1998, depois que a família Trolez vendeu à Christian Dior a operação que mantinha com a grife francesa. A relação havia começado em Madri, em 1956, quando o então presidente da Dior buscava um fabricante local.
Em 2025, o faturamento global da PyD chegou a 118 milhões de euros, ante 60 milhões de euros em 2019. A projeção para este ano é de 130 milhões de euros.
Disputa no setor
O Brasil responde atualmente por cerca de 2% das vendas globais da empresa. A meta é elevar essa participação para 5% nos próximos três a cinco anos. O país representa 40% do consumo de fragrâncias da América Latina.
A expansão ocorre em um cenário de avanço dos perfumes árabes e dos contratipos. Em 2024, as fragrâncias árabes movimentaram mais de R$ 20 milhões no Brasil, com alta de 380% sobre 2023. No primeiro semestre de 2025, as vendas do segmento ficaram 340% acima do mesmo período de 2024, enquanto o mercado geral de fragrâncias avançou 10%.
Para Pedro Trolez Cortina, CEO da PyD, esse movimento também pode ampliar o número de consumidores interessados em perfumes importados. A empresa aposta no modelo masstige, que combina massa e prestígio, além do segmento seletivo.








