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Segurança dos ativos digitais vai além da proteção da blockchain
Economia

Segurança dos ativos digitais vai além da proteção da blockchain

Leonardo Maximiliano, CEO da DSEC Labs, afirma que carteiras, credenciais e processos também definem a segurança do patrimônio digital.

A segurança de uma blockchain não garante, sozinha, a proteção dos ativos que circulam nela. Segundo Leonardo Maximiliano, CEO da DSEC Labs, roubos podem ocorrer por meio de chaves comprometidas, dispositivos infectados, integrações vulneráveis ou autorizações obtidas por engenharia social — sem que a rede identifique a transação como irregular.

A proteção depende de uma cadeia que inclui carteiras, dispositivos, credenciais, integrações, processos e pessoas. Para usuários, múltiplas camadas de autenticação, recuperação segura de acesso, separação de permissões e monitoramento podem reduzir riscos sem eliminar a autocustódia.

Nas empresas, medidas como múltiplas assinaturas, políticas de aprovação, limites de movimentação e segregação de acessos distribuem responsabilidades. A proposta é reduzir a dependência de uma única credencial ou pessoa e identificar operações suspeitas antes que se tornem irreversíveis.

Risco de concentração

Maximiliano avalia que a proteção desigual pode criar uma “plutocracia digital”. Grandes detentores e empresas conseguem recorrer a estruturas mais sofisticadas, enquanto outros usuários podem depender de um dispositivo e de algumas credenciais para administrar todo o patrimônio.

Para o autor, descentralização e centralização não são opostos absolutos. Empresas e estruturas centralizadas podem oferecer suporte, segurança e eficiência. O ponto central é definir quem controla cada elemento e quais mecanismos limitam esse poder.

A autocustódia continua sendo importante por reduzir a dependência de terceiros e devolver às pessoas o controle sobre os ativos. Isso não deveria exigir que cada usuário se tornasse especialista em criptografia, gestão de chaves e segurança digital. O desafio é simplificar mecanismos que ainda são complexos.

Também é necessário verificar onde estão as chaves, quem controla as regras, quem pode impedir uma movimentação e se as decisões dependem de uma única autoridade ou de diferentes participantes. Para as empresas, essas respostas devem fazer parte da governança.

Protocolos e modelos de governança estão amadurecendo, enquanto mecanismos de proteção antes restritos a estruturas profissionais começam a se tornar mais acessíveis. Na avaliação de Maximiliano, se a blockchain pretende se consolidar como infraestrutura financeira, a segurança precisa estar incorporada aos produtos desde a origem e alcançar mais pessoas.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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