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Como usar inteligência artificial sem expor dados da empresa
Economia

Como usar inteligência artificial sem expor dados da empresa

Políticas internas, redução de informações pessoais e controles de acesso ajudam a diminuir riscos no uso profissional de IA.

O uso de inteligência artificial nas empresas exige cuidados para evitar a exposição de dados pessoais e reduzir riscos jurídicos. Antes de enviar uma planilha, um contrato ou uma lista de funcionários para uma ferramenta, é necessário avaliar quais informações são realmente indispensáveis à tarefa.

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) determina que as empresas adotem medidas técnicas e administrativas contra acessos não autorizados e tratamentos inadequados ou ilícitos. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) também orienta que o tratamento observe finalidade, segurança e prevenção.

Entre os dados que podem exigir atenção estão nome, telefone, CPF, endereço e informações financeiras. A recomendação é limitar o compartilhamento ao mínimo necessário. Outra possibilidade é substituir nomes e demais identificadores por códigos ou referências genéricas antes de encaminhar o material à ferramenta de IA. A prática não elimina todas as obrigações previstas na legislação, mas pode reduzir a quantidade de informações pessoais envolvidas.

Regras e controles internos

A empresa pode estabelecer quais ferramentas estão autorizadas, que documentos podem ser usados e quais informações não devem ser compartilhadas. Essas regras devem alcançar áreas como comunicação, recursos humanos, jurídico, tecnologia e atendimento.

A ferramenta de IA também precisa estar integrada às políticas de segurança da organização. Permissões de acesso, armazenamento, compartilhamento e descarte dos dados devem fazer parte dos controles internos. Pela LGPD, as medidas de segurança devem ser consideradas desde a concepção de produtos e serviços até a execução.

Registrar as ferramentas utilizadas, as finalidades de cada uso e os tipos de dados inseridos ajuda a demonstrar como a empresa trata as informações. Esse procedimento se relaciona ao princípio da responsabilização e prestação de contas, que prevê a demonstração de medidas eficazes para cumprir as normas de proteção de dados.

Incidentes e responsabilidade

Mesmo com controles, falhas podem ocorrer. Quando um incidente de segurança envolvendo dados pessoais puder causar risco ou dano relevante aos titulares, a LGPD e as regras da ANPD preveem obrigações específicas de comunicação.

A segurança, portanto, não depende apenas da ferramenta escolhida. Também envolve quem insere as informações, define as finalidades, revisa os resultados e segue as políticas da organização. Incorporar esses cuidados faz parte do uso responsável da inteligência artificial no ambiente de trabalho.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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