RIO DE JANEIRO — Bruno Donato Maffei foi preso pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) na noite de 22/9, no Centro do Rio de Janeiro. A prisão ocorreu durante uma operação que também teve participação de policiais de Goiás e foi determinada por um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Goiás.
As investigações apontam que o influenciador usava um perfil com mais de 400 mil seguidores para negociar bolsas de grife e outros artigos de luxo. Os produtos, conforme os investigadores, eram falsificados ou não chegavam aos compradores. Maffei é acusado de fazer mais de mil vítimas desde 2019 e responde por estelionato e falsidade ideológica.
O monitoramento que antecedeu a prisão durou duas semanas. As acusações contra o influenciador se estendem por mais de seis anos e incluem suspeitas de venda de itens falsificados como produtos importados, furtos em lojas de luxo e golpes envolvendo imóveis. No Rio de Janeiro e em São Paulo, ele era alvo de pelo menos nove inquéritos policiais.
Acusações e defesa
Uma das vítimas relatou à polícia um prejuízo de mais de R$ 30 mil. O homem afirmou que havia trabalhado com Maffei em uma produtora de eventos. Segundo o relato, foram levados três relógios de luxo, além de um computador, uma placa de áudio, um conjunto de microfones, uma bateria, um violão e uma mala com roupas. Uma câmera de segurança registrou o crime.
Entre 2019 e 2022, Maffei era visto com frequência ao lado de famosos e artistas. Ele era amigo da influenciadora Gabriela Pugliesi, participou do reality show Alto Leblon e teria se relacionado com um ex-diretor da Rede Globo.
Depois de deixar o país e morar na Argentina, o influenciador voltou ao Rio de Janeiro em 2025. Na ocasião, negou as acusações e afirmou ser alvo de “acusações falsas” e “perseguição”. Maffei também disse que perdeu ações judiciais movidas contra veículos e pessoas que o acusaram. “Isso me deixou totalmente desestabilizado”, declarou.








