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Feito Pipa é escolhido pelo Brasil para disputar vaga no Oscar 2027
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Feito Pipa é escolhido pelo Brasil para disputar vaga no Oscar 2027

Filme enfrenta desafios como a falta de distribuidora nos Estados Unidos e a distância entre o Festival de Berlim e a temporada do Oscar.

Feito Pipa foi escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar de 2027. Destaque nos festivais de Cinema de Berlim e Gramado, o longa é estrelado por Yuri Gomes, Lázaro Ramos e Teca Pereira.

A produção acompanha um jovem durante as transformações da infância e aborda relações familiares, laços afetivos, luto e a temática LGBTQIA+. A história se passa em Quixadá e parte de memórias do diretor, mas, para especialistas, tem potencial de comunicação com públicos de outros países.

O cenário considerado mais provável é a presença do filme na shortlist de Melhor Filme Internacional, formada por 15 produções. Para alcançar a lista final, com cinco indicados, a equipe terá de ampliar a campanha fora do Brasil, conseguir uma distribuidora nos Estados Unidos e buscar apoio de nomes influentes da indústria cinematográfica.

Pontos fortes e desafios

A crítica de cinema Isabella Faria avalia que o foco na infância, na família e nas temáticas LGBTQIA+ pode favorecer a circulação internacional do longa. Para ela, a dinâmica entre o garoto e a avó, o amadurecimento e o luto formam uma narrativa compreensível em diferentes culturas.

Pedro Butcher, professor do curso de Cinema e Audiovisual da ESPM, destaca o carisma do elenco. Ele também considera que o filme pode se beneficiar da atenção internacional conquistada pelo cinema brasileiro após as campanhas de Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto.

O calendário é um dos pontos de alerta. A estreia em Berlim ocorreu em fevereiro, distante da votação do Oscar. Segundo Butcher, Cannes e Veneza costumam funcionar como vitrines mais próximas da temporada de prêmios e ajudam a manter os filmes em evidência.

A ausência de uma distribuidora americana é apontada como a principal urgência. Como a shortlist costuma ser divulgada em meados de dezembro, a equipe teria três meses para fazer o filme circular e ganhar reconhecimento nos Estados Unidos.

Sem um parceiro em Los Angeles, os produtores também precisam captar recursos para exibições privadas, viagens e anúncios em publicações especializadas. Isabella defende que a campanha destaque a trajetória do filme por Berlim, Guadalajara e Gramado.

Butcher afirma que a estratégia exige investimento financeiro e articulação dentro da indústria. Entre as ações citadas estão viagens, sessões promocionais e anúncios na Variety e em revistas especializadas. Ele também menciona o apoio de pessoas influentes, como Walter Salles e Kleber Mendonça Filho, para ampliar o conhecimento sobre o longa.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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