Fernando Fernandes afirma que a reação aos rótulos recebidos depois do acidente de carro foi decisiva para sua retomada. O apresentador e atleta paralímpico ficou paraplégico em 2009 e contou essa trajetória na série documental Entre o Céu e o Inferno, do Globoplay.
Ele diz que a vaidade o levou a reagir quando passou a ser tratado como alguém incapaz. “Eu não aceitei aquilo”, afirmou, ao relembrar o período posterior à lesão. Para Fernando, esse incômodo contribuiu para que se tornasse campeão mundial um ano e meio depois do acidente.
O primeiro contato com o mundo
Dois dias depois de deixar o hospital, Fernando pediu ao pai que o acompanhasse a uma loja de materiais esportivos. A ida ao local foi uma forma de retomar o contato com as pessoas e lidar com os olhares.
Na avaliação dele, o momento mostrou que a maneira como se relacionava consigo mesmo influenciaria sua forma de enfrentar o mundo. Fernando também afirmou que se aceitava, apesar das mudanças provocadas pela lesão.
O apresentador conta que a maior dificuldade não foi observar o próprio corpo no espelho. Mesmo internado e sentado, ele mantinha confiança em si, na vida e no futuro. O conflito estava na expectativa sobre como seria percebido pelos outros. “A maior relação de vaidade está ligada ao que os outros vão pensar de você”, disse.
Esporte e trabalho
Fernando relata que o esporte sempre esteve presente em sua vida, enquanto a moda era sua fonte de renda. Ele fazia trabalhos nessa área porque não havia conseguido viver do esporte. Depois do acidente, a prática esportiva passou a integrar o processo de reconstrução de sua identidade e de sua vida.








