SÃO PAULO — O corpo do influenciador Lito Sousa foi velado em São Paulo nesta sexta-feira (2/10). O especialista em aviação morreu aos 59 anos, na quinta-feira (1º/10), em decorrência de complicações da doença de Creutzfeldt-Jakob.
Lito deixou a esposa, Mila Seidl, e o filho, Malone, de 7 anos. A criança não compareceu ao velório, mas enviou uma coroa de flores. Na faixa colocada sobre o arranjo, estava a mensagem: “Foi ótimo voar com você, papai”.
Em uma coletiva de imprensa, Mila explicou que decidiu não levar o filho à cerimônia por considerar que ele ainda é muito pequeno para compreender completamente a situação. “Ele não tem ainda discernimento de tudo e eu prefiro que ele tenha outro tipo de imagem do pai dele”, afirmou.
Para a despedida, Mila preparou um vídeo com diferentes momentos da vida de Lito. A gravação reúne registros do especialista ao lado do filho e relembra a chegada de Malone, único filho do casal. Na homenagem, ela também destacou a importância da criança para os dois.
Doença e tratamento experimental
Lito enfrentava a doença de Creutzfeldt-Jakob, uma condição neurológica rara, progressiva e fatal, associada ao acúmulo de uma proteína anormal, conhecida como príon, no cérebro. Ele também tinha um câncer de próstata em estágio inicial, diagnosticado no começo deste ano.
Em setembro, o especialista recebeu acesso a um medicamento experimental desenvolvido para tratar a doença. A substância ALN-6457 chegou ao Brasil no dia 11, depois de a Anvisa conceder uma autorização excepcional. Lito foi o primeiro paciente a receber o remédio, que antes havia sido testado apenas em animais.
Carreira na aviação
Joselito Geraldo de Sousa, conhecido como Lito, acumulava mais de 36 anos de experiência na aviação. Formado em manutenção de aeronaves, trabalhou em empresas do setor, entre elas a United Airlines.
No canal Aviões e Músicas, abordava temas como acidentes aéreos, turbulências, manutenção, procedimentos de segurança, funcionamento das aeronaves e fatores humanos. Ele também era proprietário da Lito Academy e utilizava o canal para explicar casos como os acidentes que mataram os Mamonas Assassinas e Marília Mendonça, além da tragédia da Chapecoense.








