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Ivan Mizanzuk encerra trilogia sobre crimes com livro de Leandro Bossi
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Ivan Mizanzuk encerra trilogia sobre crimes com livro de Leandro Bossi

Obra lançada na 28ª Bienal do Livro de São Paulo retoma a investigação sobre os desaparecimentos de Evandro e Leandro.

Ivan Mizanzuk concluiu a trilogia Crianças com um livro sobre Leandro Bossi, menino que desapareceu em Guaratuba em 1992. A obra também retoma a busca por respostas sobre o caso Evandro, que tornou o jornalista, escritor e podcaster conhecido por seu trabalho de investigação.

Evandro Ramos Caetano desapareceu em 6 de abril de 1992, aos 6 anos, no trajeto entre a casa e a escola. O corpo foi encontrado 5 dias depois, em um matagal. Leandro Bossi, de 7 anos, também desapareceu em Guaratuba naquele ano. A morte dele só foi confirmada em 2022, depois de falhas na investigação e na análise do DNA encontrado na ossada.

A investigação e o novo livro

A história de Leandro entrou no trabalho de Mizanzuk depois da quarta temporada do podcast Humanos, que recontou o caso Evandro. O autor afirma que o avanço do caso Leandro foi uma forma inesperada de encerrar a trilogia e continuar a tentativa de esclarecer o que aconteceu.

“Tá, beleza, eles são inocentes, mas, então, quem matou?”, relata Ivan, ao explicar a pergunta que recebia do público. Segundo ele, é neste livro que tenta responder quem matou Evandro.

A pesquisa reúne entrevistas, documentos e observações. Nos dois primeiros livros, o autor montou um acervo bibliográfico sobre o caso Evandro. Já O Caso de Leandro Bossi: A investigação que não aconteceu é menor e mais dinâmico, porque o inquérito e o caso são mais curtos e não exigiram a mesma reconstrução técnica das obras anteriores.

Publicado pela HarperCollins, o livro foi lançado na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Ivan diz que sente raiva e se emociona com os acontecimentos investigados, mas segue concentrado na tentativa de entender os fatos.

O autor também afirma que não acompanha conteúdos de True Crime. Para ele, seu interesse está na pesquisa e nos mistérios. A ideia inicial do podcast tinha uma preocupação estética, mas foi substituída pela vontade de investigar e tentar resolver os crimes.

“Eu nunca gostei de brincar de detetive, polícia e ladrão”, afirma. Na vida real, diz ele, consegue realizar esse tipo de trabalho.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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