Duas ex-funcionárias de Julio Iglesias apresentaram uma nova ação à Justiça espanhola por acusações de agressão sexual, assédio e trabalho forçado. O pedido foi protocolado na quinta-feira (3/9), conforme informou a ONG Women’s Link Worldwide, que representa as denunciantes.
As mulheres já tinham recorrido às autoridades em janeiro, mas o caso foi arquivado sob a justificativa de que a Espanha não tinha competência para investigar fatos que teriam ocorrido em propriedades do cantor nas Bahamas e na República Dominicana.
De acordo com a organização, os episódios teriam acontecido em 2021, enquanto as duas trabalhavam para Iglesias. Elas afirmam ter enfrentado “situações contínuas de assédio e agressões sexuais”, além de condições de trabalho forçado e degradantes.
A defesa do cantor classificou as acusações como “absolutamente falsas”. Iglesias, que tem 82 anos, também negou ter abusado, coagido ou desrespeitado qualquer mulher.
Na nova ação, a Women’s Link Worldwide argumenta que os tribunais espanhóis podem investigar o caso com base na legislação do país. A entidade afirma que a regra permite apurar e julgar crimes cometidos no exterior quando existem vínculos relevantes com a Espanha.
A diretora-executiva da organização, Jovana Ríos Cisnero, declarou que o Estado espanhol deve garantir acesso igualitário à Justiça, independentemente da pessoa denunciada.








