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Equipe de série sobre Akakor deixa Amazônia após ameaça de morte
Foto: Divulgação/HBO Max
Entretenimento

Equipe de série sobre Akakor deixa Amazônia após ameaça de morte

Produção da HBO Max precisou sair às pressas do Alto Rio Negro durante as gravações sobre Tatunca Nara e a cidade perdida de Akakor.

A equipe da série documental “Morte e Mistério na Amazônia”, da HBO Max, deixou às pressas a região do Alto Rio Negro após receber uma ameaça de morte durante as gravações. A produção estreou na quinta-feira (10).

Em entrevista, a diretora Tatiana Issa afirmou que o risco surgiu quando Tatunca Nara percebeu que seria confrontado com documentos e informações reunidos pela investigação. Ele sustenta até hoje a existência de Akakor, uma suposta cidade perdida na floresta amazônica.

“Foi uma operação de entrar no barco e sair às pressas de madrugada”, relatou Tatiana. Segundo a diretora, a equipe havia acabado de entrevistá-lo quando entendeu que a ameaça era real. A saída ocorreu durante a madrugada, em uma embarcação, e foi descrita por ela como uma operação perigosa e complexa.

Tatunca concedeu pela primeira vez uma entrevista longa, na qual apresentou sua versão dos fatos. A diretora disse que era importante ouvi-lo não apenas para que falasse, mas para confrontá-lo com os dados levantados pela produção.

Gravações no Alto Rio Negro

A série foi filmada em locações da região retratada pela história, incluindo uma expedição de barco pelo Alto Rio Negro. A equipe navegou por diferentes territórios e enfrentou deslocamentos longos, cansaço, desgaste e dificuldades de acesso.

Tatiana afirmou que a produção exigiu uma imersão na Amazônia relacionada ao período em que os acontecimentos se passaram. As locações, segundo ela, ajudaram a levar para a série a realidade dos lugares ligados à história.

O caso de Akakor

Os relatos sobre Akakor ganharam notoriedade nas décadas de 1970 e 1980. De acordo com a lenda, a cidade estaria escondida no coração da floresta amazônica e teria sido habitada por milhares de anos por uma antiga civilização.

As histórias atraíram aventureiros, pesquisadores e exploradores, principalmente da Europa e dos Estados Unidos. Expedições foram organizadas em busca do local e acabaram relacionadas a desaparecimentos, mortes e investigações que duraram décadas.

Tatunca Nara passou a ser o principal personagem do caso ao dizer que era descendente dos Ugha Mongulala, povo indígena que, segundo seus relatos, teria ligação com Akakor. Ele também afirmava conhecer o caminho até a cidade e atuava como guia de expedições.

Com o passar dos anos, Tatunca foi associado ao desaparecimento e à morte de alguns exploradores que estiveram na região. As circunstâncias deram origem a investigações, suspeitas e teorias. A existência de Akakor, porém, nunca foi comprovada.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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