NOVA YORK — Carlos Alcaraz avançou às quartas de final do US Open ao derrotar o norte-americano Tommy Paul por 6/4, 6/3 e 6/4. O espanhol, atual campeão, disputa seu primeiro torneio após mais de quatro meses afastado por causa de uma grave lesão no punho direito.
Alcaraz venceu Paul pela sexta vez seguida e avaliou que apresentou evolução no nível de jogo. O tenista destacou o desempenho nas devoluções e a capacidade de identificar o que precisava fazer em cada momento da partida. Nas quatro partidas disputadas em Nova York, ele perdeu apenas um set.
Apesar da confiança, o espanhol afirmou que continua atento à condição física. “A única coisa que fica na minha cabeça é o físico”, disse Alcaraz, ao explicar que ainda não sabe como o corpo vai reagir no restante da competição. Para ele, partidas disputadas no limite podem ser alteradas por um movimento errado.
A recuperação tem sido prioridade nos intervalos entre as rodadas. O jogador contou que trabalha com sua equipe fora da quadra para chegar saudável à próxima partida e tenta manter a concentração no duelo seguinte. Nas quartas de final, ele enfrentará o vencedor do confronto entre o norte-americano Ben Shelton e o grego Stefanos Tsitisipas.
Ajustes no forehand
Uma das mudanças destacadas por Alcaraz foi a melhora no forehand. Insatisfeito com o golpe na partida contra o chinês Yibing Wu, ele voltou à quadra para treinar por cinco ou dez minutos e recuperar boas sensações. Contra Paul, acertou golpes fortes e precisos, incluindo um winner a 164 km/h.
O espanhol também explicou que tem alternado sua posição na devolução, recuando ou entrando na quadra para fazer o adversário pensar mais sobre o saque. A estratégia, segundo ele, nasceu das próprias dificuldades que enfrenta quando vê os rivais mudarem de posicionamento.
Pausas maiores no calendário
Alcaraz reiterou que pretende fazer pausas mais longas no futuro, mas ainda não definiu quando elas ocorrerão. A decisão dependerá de suas condições física e mental ao longo de cada temporada.
“Quero que minha carreira seja muito longa, pelos próximos 10 ou 15 anos”, afirmou. O espanhol disse que pretende cuidar da saúde mental e do corpo, mantendo a intenção de realizar essas pausas durante a carreira.








