NOVA YORK — O Buffalo Bills retirou todo o gramado natural do Highmark Stadium depois que grandes placas se soltaram durante jogos de pré-temporada e treinos abertos. A troca ocorreu antes do primeiro jogo oficial da temporada de 2026.
A grama da espécie Kentucky bluegrass havia sido instalada em outubro de 2025. O campo ficou sem uso por 10 meses, mas as raízes não se fixaram adequadamente no solo. Nos confrontos contra o Carolina Panthers e o Pittsburgh Steelers, os movimentos dos atletas arrancaram partes do piso com as travas das chuteiras.
O problema também foi observado em dois treinos abertos no complexo, cuja construção custou US$ 2,2 bilhões (R$ 12,1 bilhões). A substituição aconteceu semanas antes da partida contra o Detroit Lions, que abriria uma sequência de três jogos em casa em um intervalo de 18 dias.
Especialistas em agronomia esportiva apontaram possíveis falhas no manejo da grama e questionaram o funcionamento dos sistemas subterrâneos. O campo conta com ventilação, aquecimento, irrigação e sensores de oxigênio controlados por computadores. A avaliação é que o excesso de tecnologia pode ter dificultado o crescimento das raízes e reduzido a resistência da vegetação ao esforço dos jogadores.
Também foram citados problemas na drenagem e na aplicação de agentes de umidade do solo. Essas condições teriam favorecido o aparecimento de doenças fúngicas nas folhas. Além disso, os painéis metálicos da nova arena, projetados para redirecionar ventos fortes e proteger os torcedores, alteraram a incidência de luz solar e a circulação de ar sobre o campo.
George Toma, profissional ligado à preparação de campos de Super Bowl, criticou a dependência excessiva de tecnologia e defendeu a importância dos métodos básicos de jardinagem. O especialista tem 97 anos de idade.
A mudança ocorre em meio à pressão do sindicato de jogadores da NFL pela adoção de superfícies naturais. Pesquisas internas da associação indicam preferência da maioria dos atletas pela grama natural, associada a uma menor incidência de lesões musculares e articulares. A diretoria do Buffalo Bills afirmou que o novo campo seguirá os padrões de segurança exigidos pela liga.








