A eliminação do Corinthians para o Estudiantes, na Copa Libertadores da América, aumentou a pressão sobre o clube. O time teve atuação considerada apática, perdeu força na Neo Química Arena e ainda viu Memphis Depay desperdiçar um pênalti na partida de quarta-feira (16).
Com o fim da campanha no mata-mata, o Corinthians volta a concentrar esforços no Campeonato Brasileiro. O foco deixou de ser uma vaga no G4 ou na próxima Libertadores e passou a ser a luta contra o rebaixamento.
A equipe também é alvo de críticas pelo desempenho sob o comando de Fernando Diniz. A análise é de que o time não apresenta características associadas ao treinador, como intensidade, agressividade com a bola e energia. Em campo, o Corinthians tem sido descrito como passivo e com dificuldade para se impor, inclusive como mandante.
Desempenho em casa
Os números do Campeonato Brasileiro colocam o Corinthians como o quarto pior mandante da competição. Na classificação completa, o clube aparece à frente apenas de Internacional, Chapecoense e Remo, equipes citadas na disputa contra o rebaixamento.
O desempenho contrasta com a importância historicamente atribuída aos jogos do Corinthians dentro da Neo Química Arena. A falta de reação depois de sofrer gols e a dificuldade para marcar ampliaram o debate sobre a identidade do time.
O pênalti perdido por Memphis Depay virou símbolo do momento vivido pelo clube. A cobrança foi classificada por Raul Moura, comentarista da CNN Esportes, como um dos piores pênaltis da história do Corinthians.
Moura também destacou o papel de Depay em momentos recentes. O jogador ajudou o Corinthians a recuperar a autoestima, vencer nove partidas seguidas, chegar à Libertadores em 2025 e encerrar um jejum de seis anos. Ao mesmo tempo, a cobrança contra o Estudiantes representou, na avaliação do comentarista, um choque de realidade para a torcida corintiana.








