O Internacional manterá Paulo Pezzolano no comando, mesmo após a derrota por 3 a 2 para o Santos, no Beira-Rio, e os protestos da torcida. A decisão foi confirmada pelo executivo de futebol Fabinho Soldado, que reconheceu a necessidade de uma reação imediata, mas descartou trocar o treinador sem convicção.
“O fato novo nosso é ganhar jogos”, afirmou Soldado. O dirigente também destacou que Pezzolano segue motivado para tentar reverter o momento e melhorar o desempenho da equipe.
Pezzolano não comandou o time contra o Santos porque estava suspenso. O auxiliar Esteban Conde ficou à frente da equipe. O Internacional sofreu os três gols no primeiro tempo e ainda teve Matheus Bahia expulso.
Conde negou que a pressão da diretoria tenha influenciado a estratégia da partida. Ele disse que o momento é ruim, mas que a comissão técnica recebe apoio e liberdade para trabalhar.
Situação no campeonato
O Internacional está há dez jogos sem vencer no Brasileirão, com seis derrotas nesse período. A última vitória ocorreu em 16 de maio, quando o time derrotou o Vasco por 4 a 1, em casa, antes da parada para a Copa do Mundo.
Com 25 pontos, a equipe ocupa a 18ª posição e está na zona de rebaixamento. Em 2025, o Inter terminou o campeonato com 44 pontos, na 16ª colocação, uma posição acima do Z-4. Em 2017, o clube disputou a Série B pela primeira vez e voltou à elite ao terminar em segundo lugar, com 71 pontos, atrás do América-MG, campeão com 73.
A crise provocou protestos no domingo, com faixas e xingamentos direcionados ao presidente Alessandro Barcellos. Também houve conflito entre torcedores e seguranças, durante uma tentativa de invasão ao corredor usado pelos jogadores para deixar o estádio. A tropa de choque foi acionada.
O time terá a semana livre para treinar. O próximo compromisso será no sábado, às 17h, contra a lanterna Chapecoense, na Arena Condá, em Chapecó (SC), pela 27ª rodada.









