A Premier League informou nesta terça-feira (29/9) que o Manchester City foi considerado culpado nas 115 acusações de violações dos regulamentos financeiros. O clube poderá recorrer da decisão até o dia 2 de outubro.
A comissão independente responsável pelo caso concluiu que o Manchester City fechou acordos comerciais fraudulentos com patrocinadores durante o período analisado. Segundo a liga inglesa, os contratos faziam parte de um esquema para inflar artificialmente as receitas do clube e reduzir seus custos em mais de 900 milhões de libras, com o objetivo de aparentar cumprimento das regras financeiras.
As sanções ainda não foram determinadas. A comissão pode aplicar advertências, multas, perda de pontos ou, em último caso, expulsar o Manchester City da Premier League.
Acusações e investigação
A investigação durou quatro anos e examinou as contas do clube ao longo de nove anos, entre 2009 e 2018. As acusações incluem a falta de informações financeiras precisas e de detalhes sobre pagamentos feitos a jogadores e treinadores.
A Premier League também apontou supostas violações das regras de Fair Play Financeiro da Uefa e dos regulamentos próprios de rentabilidade e sustentabilidade.
Em fevereiro de 2020, a Uefa suspendeu o Manchester City por dois anos de suas competições e aplicou uma multa de 30 milhões de euros. Cinco meses depois, o Tribunal Arbitral do Esporte anulou a suspensão.
O tribunal avaliou que as supostas violações do Fair Play Financeiro não haviam sido comprovadas ou estavam prescritas conforme as regras da Uefa. O Manchester City, porém, foi considerado culpado por não colaborar com a investigação e recebeu uma multa de 8,8 milhões de libras.
As punições possíveis estão previstas na regra W.51 do manual da Premier League. A dedução de pontos pode ocorrer no momento da decisão ou retroativamente, com possibilidade de afetar resultados de competições anteriores. A regra W.51.7 também permite combinar sanções ou determinar outras medidas consideradas apropriadas.








