O presidente do Paris Saint-Germain (PSG), Nasser Al-Khelaïfi, é investigado na França por suspeita de conflito de interesses na compra dos direitos de transmissão da Ligue 1. O Ministério Público de Paris informou a abertura do procedimento neste domingo, 20.
A apuração é conduzida pela Brigada Financeira Anticorrupção (BFAC) desde abril, após uma reunião da Liga de Futebol Profissional (LFP) sobre a distribuição dos direitos da primeira divisão francesa. A promotoria investiga uma possível apropriação indevida no processo e informou que a investigação começou após uma denúncia da associação Anticor.
Al-Khelaïfi ocupa, ao mesmo tempo, a presidência do PSG, uma cadeira no conselho de administração da LFP e o comando do beIN Media Group. As autoridades querem saber se ele favoreceu a empresa de mídia durante a disputa pelos direitos da Ligue 1 em 2024 e se pressionou dirigentes de clubes a apoiar a beIN Sports.
Após meses de negociações sem acordo, a LFP assinou contrato com a plataforma DAZN para transmitir oito partidas por rodada por 400 milhões de euros (R$ 2,3 bilhões na cotação atual). O pacote restante ficou com o canal de Al-Khelaïfi por 100 milhões de euros (R$ 591 milhões). Depois, a DAZN rescindiu unilateralmente o contrato, após pagar uma indenização à LFP.
O dirigente preside o PSG desde a compra do clube, em 2011, pelo fundo Qatar Sports Investments. O advogado de Al-Khelaïfi afirmou que o cliente “sempre agiu de forma independente, imparcial e objetiva”.
Outros processos
Em fevereiro de 2025, Al-Khelaïfi foi acusado de cumplicidade em abuso de poder relacionado à votação de acionistas de uma empresa, conforme uma fonte próxima ao caso.
Ele também foi acusado de corrupção em processos ligados às candidaturas do Catar para sediar o Campeonato Mundial de Atletismo de 2017 e 2019. Em fevereiro de 2023, o Tribunal de Cassação da França arquivou definitivamente o caso e decidiu que a Justiça francesa não tinha jurisdição para julgá-lo.








