SANTO ANDRÉ — Pelé estreou no time adulto do Santos em 7 de setembro de 1956, aos 15 anos, 10 meses e 15 dias. Em um amistoso contra o Corinthians Futebol Clube, de Santo André, o jovem entrou no segundo tempo e marcou o sexto gol da vitória santista por 7 a 1.
A partida foi disputada no estádio Américo Guazzelli, na Vila Alzira, em Santo André. O local não existe mais. O jogo valia o Troféu Independência, em referência à data em que se comemorava a independência do Brasil em relação a Portugal.
Os registros sobre o público e os lances da partida apresentam diferenças, mas há concordância de que Pelé entrou na etapa final e balançou a rede. O mesário Nelson Cerchiari anotou inicialmente o gol para Raimundinho, que também havia entrado no segundo tempo. A correção foi feita 13 anos depois.
Schank, jogador do Corinthinha naquele dia, contou que o atacante recebeu a bola no meio-campo, driblou um marcador e tocou na saída do goleiro Zaluar. O arqueiro passou a usar um cartão de visitas com a inscrição “Zaluar – Gol de Rei Pelé – 001”.
O jovem chamado Gasolina
Antes de se tornar conhecido mundialmente, Edson Arantes do Nascimento era chamado com frequência de Gasolina. No Santos, também era acionado por jogadores mais experientes, como Hélvio e Vasconcelos, para tarefas como comprar cigarros.
Urubatão, companheiro do atacante, destacou a educação do adolescente: “Era um menino extremamente educado, incapaz de responder mal para qualquer pessoa”. Ao mesmo tempo, Pelé treinava para aprimorar o chute com o pé esquerdo. Pepe afirmou que, depois de algum tempo, ele passou a ter o mesmo domínio dos dois pés.
O atacante ganhou espaço no Santos em 1957 e chegou à seleção brasileira. Em 1958, após a conquista da Copa do Mundo, já era chamado de rei. O escritor Ruy Castro também relacionou a consolidação do apelido a uma vitória por 5 a 3 sobre o America, do Rio de Janeiro.
Naquele amistoso em Santo André, porém, começou a contagem dos 1.283 gols atribuídos a Pelé.








