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Ponte Preta retoma treinos após greve, mas mantém crise e risco de queda
Foto: Pontepress/Flickr
Esportes

Ponte Preta retoma treinos após greve, mas mantém crise e risco de queda

Clube soma 10 pontos na Série B, enfrenta atrasos salariais e avalia transformar o futebol em SAF para tentar reorganizar as contas.

A Ponte Preta voltou aos treinos depois de uma greve motivada por salários atrasados, mas a crise esportiva e financeira continua. O clube está na lanterna da Série B, soma 10 pontos em 25 rodadas e pode chegar a 20 partidas sem vitória caso não supere o São Bernardo neste domingo (6), no Moisés Lucarelli, às 18h30.

A equipe também foi rebaixada no Campeonato Paulista deste ano, com apenas 1 ponto em 8 jogos. Na Série B, a sequência atual tem três empates, contra Botafogo-SP, Athletic e Náutico, e 16 derrotas. O resultado mais recente foi a derrota por 2 a 0 para o América-MG, em uma partida disputada com jogadores das categorias de base.

Salários atrasados e saída de jogadores

A paralisação ocorreu porque os atletas afirmam estar sem receber há mais de seis meses. Filipe Rino, advogado que representa jogadores envolvidos no movimento, disse que integrantes do elenco que estão no clube desde o início da temporada trabalharam por cerca de oito meses e receberam o equivalente a dois meses de salário, em pagamentos fragmentados.

O grupo inicialmente pretendia voltar às atividades somente depois da regularização dos salários. A decisão mudou, segundo Rino, para evitar prejuízos ainda maiores à Ponte Preta e à torcida. Mesmo assim, parte dos atletas deixou o clube e passou a buscar na Justiça Desportiva a rescisão indireta dos contratos.

Léo Gomes e Daniel Baianinho estão entre os jogadores que saíram. O empréstimo de Baianinho foi encerrado após uma decisão judicial.

Sem o elenco principal, o técnico Gilson estreou no último domingo (30) utilizando apenas atletas da base contra o América-MG. A medida evitou que a Ponte Preta perdesse a partida por WO. O time segurou o adversário no primeiro tempo, mas sofreu dois gols depois do intervalo. Foi a 19ª derrota na Série B.

Com o resultado, a Ponte igualou a sequência do ABC, registrada em 2015, como a maior série sem vitória da competição desde o início da era dos pontos corridos, em 2006. Se não vencer o São Bernardo, o clube estabelecerá um novo recorde negativo no torneio.

Dívidas e plano para virar SAF

A diretoria reconhece os atrasos e afirma que os jogadores têm direito à paralisação. O vice-presidente de futebol, Marco Antonio Eberlin, relaciona a situação atual a uma dívida estimada em R$ 380 milhões. Segundo ele, a administração anterior deixou um passivo de R$ 400 milhões, enquanto o déficit mensal chega a R$ 2,8 milhões.

O presidente Luiz Antônio Alves Torrano disse que a Ponte Preta acumulou problemas financeiros ao longo de diferentes administrações. A diretoria afirma que a dívida começou a crescer nos anos 1990 e atingiu o auge em 2021.

A principal alternativa apresentada pelo clube é transformar o departamento de futebol em uma Sociedade Anônima do Futebol. A proposta prevê R$ 1 bilhão em investimentos: R$ 300 milhões para quitar dívidas, R$ 300 milhões destinados ao futebol e às categorias de base ao longo de dez anos e R$ 400 milhões para modernizar o Moisés Lucarelli e o centro de treinamento.

O Conselho da Ponte Preta vai votar no próximo dia 19 a mudança no estatuto necessária para permitir a transformação. A reunião não decidirá ainda pela aprovação de um investidor ou de um contrato de SAF. Nesta etapa, a diretoria busca autorização para constituir o departamento de futebol como SAF.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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