SÃO PAULO — O São Paulo responde a um processo disciplinar aberto pela Conmebol após a partida contra o Boca Juniors, no Morumbis, pela volta das quartas de final da Copa Sul-Americana. O clube empatou em 1 a 1 e foi eliminado, depois de perder por 1 a 0 na Bombonera.
A principal possibilidade de punição financeira envolve o retorno da equipe para o segundo tempo. O documento afirma que o time voltou ao gramado cinco minutos depois do horário previsto. Pelo regulamento, a demora pode resultar em cobrança de 20 mil dólares (R$ 103 mil) por minuto para o clube e de 15 mil dólares (R$ 77 mil) por minuto para o técnico Dorival Júnior.
Nesse caso, o valor pode chegar a 175 mil dólares, aproximadamente R$ 900 mil. Como há outras acusações, a soma pode ultrapassar R$ 1 milhão. O dinheiro é descontado das receitas destinadas ao São Paulo pela participação no torneio.
Outras acusações
O processo também registra o uso de sinalizadores e fumaça colorida por torcedores nos arredores e nas arquibancadas do Morumbis. Problemas na conexão de internet na área destinada à imprensa podem gerar uma advertência ao clube.
Dorival Júnior aparece como denunciado no documento. O executivo de futebol Rafinha também é acusado de ofender o árbitro uruguaio Gustavo Tejera na entrada do vestiário, após o jogo. As manifestações teriam ocorrido em português e espanhol, com críticas à arbitragem e xingamentos.
Entre as frases registradas estão “você é uma vergonha” e “ladrão”. Rafinha também teria afirmado que Tejera “nunca vai dirigir mais que partidas de Sul-Americana”.
O São Paulo terá até a próxima quarta-feira (23), às 13h (de Brasília), para apresentar a defesa à Unidade Disciplinar da Conmebol. A entidade informa que, se os envolvidos não apresentarem as alegações no prazo, a Comissão Disciplinar ou o Juiz Único poderá decidir com base nas provas do processo.








