MONZA — Sebastian Vettel e Rubens Barrichello pilotaram a Ferrari F2002 de Michael Schumacher em voltas de demonstração realizadas durante o fim de semana do GP da Itália. A ação homenageou o heptacampeão da Fórmula 1 e marcou os 30 anos da estreia dele pela equipe italiana.
Barrichello conduziu o carro no sábado (05), depois da classificação. O modelo usado na exibição foi o mesmo com o qual o brasileiro venceu em Monza naquela temporada. No domingo (06), Vettel deu algumas voltas no monoposto como parte da programação anterior à corrida.
A Ferrari F2002 marcou um dos períodos de maior domínio da equipe sob o comando de Jean Todt e Ross Brawn. Naquele ano, Schumacher venceu 11 corridas, enquanto Barrichello obteve cinco triunfos. A Ferrari ganhou 15 de 17 provas, e Schumacher não ficou fora do pódio.
O alemão conquistou o terceiro título consecutivo pela Ferrari e o quinto campeonato geral no fim de julho, depois do GP da França, a 11ª etapa da temporada.
Vettel, que foi piloto da Ferrari entre 2015 e 2020, ficou emocionado após a demonstração. Schumacher não é visto em público desde um acidente de esqui em dezembro de 2013.
“É o carro do Michael. Ele não está aqui hoje, mas eu o senti muito nessas voltas”, disse Vettel.
O tetracampeão afirmou que ficou dividido entre acelerar o motor V10 e prolongar a experiência. Para Vettel, o carro permitiu sentir a presença simbólica do antigo companheiro e o vínculo com a história da Ferrari.
“Não são necessárias muitas voltas para sentir a alma de um carro”, declarou o alemão, que também disse sentir falta de Schumacher. Vettel afirmou ainda que cuidar da próxima geração de pilotos abre novas oportunidades.








