Uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas depois que ataques russos com drones atingiram um prédio residencial de 25 andares no distrito de Darnytskyi, no sudeste de Kiev, nesta sexta-feira, 2. O incêndio começou nos andares superiores do edifício.
A ofensiva também atingiu repetidamente a ponte Sul, que conecta as margens leste e oeste do rio Dnipro. A estrutura foi fechada nos dois sentidos após os ataques registrados entre quinta-feira e a madrugada desta sexta-feira. Um pilar e uma barreira de concreto que protege a linha do metrô foram danificados.
As restrições alcançaram outras pontes importantes, entre elas a Paton. Longas filas de carros e ônibus se formaram durante a manhã, e alguns moradores fizeram parte do percurso a pé para chegar ao trabalho.
Efeitos na cidade
A divisão de Kiev pelo rio Dnipro afeta o deslocamento diário entre as duas margens. Antes da invasão russa em larga escala, em fevereiro de 2022, mais de um terço dos cerca de 3 milhões de habitantes vivia no lado leste. A maior parte dos empregos, empresas e instituições governamentais estava no oeste, e cerca de 500 mil pessoas atravessavam o rio todos os dias.
Na quinta-feira, drones russos também atingiram uma escola. Os alunos estavam em um abrigo e não ficaram feridos.
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, classificou a situação como “muito dramática”. Em uma mensagem no Telegram, ele afirmou: “o inimigo está dilacerando Kiev”.
Os ataques acontecem durante a intensificação da ofensiva russa contra a infraestrutura ucraniana, pressionando o sistema elétrico do país antes da chegada do inverno. Nas últimas semanas, Moscou começou a lançar dezenas de drones mais rápidos e movidos a jato, o que trouxe novas dificuldades para as defesas aéreas de Kiev.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu aos aliados sanções mais duras contra componentes estrangeiros usados na fabricação desses drones.
A Ucrânia afirmou ter atacado, nesta sexta-feira, uma refinaria da Lukoil em Volgogrado e outra instalação petrolífera na região de Samara, na Rússia. Na véspera, Zelensky anunciou o uso, pela primeira vez em combate, do míssil balístico tático FP-7, de fabricação ucraniana, sem informar o alvo.








