A inteligência artificial foi usada por 17,8% da população mundial em idade ativa no primeiro trimestre de 2026, conforme estimativa do Global AI Diffusion Report, da Microsoft. No Brasil, o índice chegou a 19,1%, acima da média internacional.
O resultado brasileiro também representa avanço em relação ao segundo semestre de 2025, quando a adoção no país era de 17,1%. A alta foi de 2 pontos percentuais. No mundo, o crescimento passou de 16,3% para 17,8%, uma diferença de 1,5 ponto percentual.
Os Emirados Árabes Unidos lideraram o levantamento, com 70,1% da população em idade ativa usando IA. Singapura apareceu na sequência, com 63,4%, e a Noruega registrou 48,6%. Ao todo, 26 economias superaram 30% de adoção.
Diferenças entre regiões e usos
A Microsoft calculou uma taxa de 27,5% no Norte Global e de 15,4% no Sul Global. Entre os fatores associados à diferença estão infraestrutura digital, acesso à eletricidade, conexão à internet, habilidades digitais e oferta de ferramentas em vários idiomas.
O uso da tecnologia também varia conforme o ambiente. Dados da OpenAI divulgados em agosto de 2026 indicam que o ChatGPT é mais utilizado no trabalho para realizar tarefas ou criar materiais do que fora do contexto profissional, com uma probabilidade superior ao dobro.
A Microsoft identificou ainda que a maioria das interações de IA no trabalho ocorre como colaboração ou assistência. Menos de 10% das interações analisadas automatizam uma tarefa por completo.
No Brasil, o Panorama da IA no Brasil, elaborado pelo Observatório Brasileiro de Inteligência Artificial com bases oficiais, apontou que 17,5% das empresas usaram IA em 2025. Entre usuários de internet, 32% disseram ter utilizado ferramentas de IA generativa no mesmo ano.
Esses indicadores não são equivalentes, porque consideram populações e metodologias diferentes. Os dados mostram que ter acesso à tecnologia e incorporá-la às atividades profissionais são situações distintas, em um cenário no qual a adoção ocorre em ritmos variados entre países.








