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Coreia do Norte afirma ter testado míssil guiado por inteligência artificial
Foto: Philip FONG/AFP
Mundo

Coreia do Norte afirma ter testado míssil guiado por inteligência artificial

Pyongyang diz que o artefato pode mudar de trajetória em baixa altitude; militares sul-coreanos registraram voo de mais de 700 quilômetros.

A Coreia do Norte afirmou neste sábado, 3, ter testado um míssil estratégico de alcance intermediário equipado com inteligência artificial e capaz de alterar a trajetória em baixa altitude. O lançamento foi detectado por militares sul-coreanos, que identificaram um voo de mais de 700 quilômetros em direção ao mar.

O anúncio foi feito por Kim Yo-jong, irmã do líder Kim Jong-un. Segundo ela, o teste foi supervisionado pelo dirigente norte-coreano. Kim Yo-jong declarou que a capacidade de mudar o percurso tornaria o ataque impossível de evitar e disse que Coreia do Sul e Japão não conseguiriam acompanhar toda a trajetória do projétil.

O regime norte-coreano não explicou como a inteligência artificial teria sido usada. Também não foram apresentadas provas sobre a eficácia do sistema ou sobre a participação da tecnologia nas manobras.

As Forças Armadas da Coreia do Sul informaram que o disparo partiu da região de Wonsan, na costa leste da Coreia do Norte, e terminou no mar. O Ministério da Defesa japonês afirmou que o projétil caiu fora da zona econômica exclusiva do Japão. O lançamento ocorreu na manhã de sábado pelo horário local, ainda na noite de sexta-feira, 2, no Brasil.

Para Hong Sung-pyo, pesquisador do Instituto Coreano de Assuntos Militares, é preciso cautela com a alegação sobre o uso de IA. Ele afirmou que a tecnologia pode ajudar no processamento de informações sobre alvos e nas operações de lançamento, mas considerou prematuro confirmar as capacidades anunciadas por Pyongyang. Mísseis que fazem manobras na fase final do voo podem ser mais difíceis de interceptar, sem garantia de precisão absoluta.

Depois do lançamento, militares sul-coreanos reforçaram a vigilância e disseram compartilhar dados com Estados Unidos e Japão. O governo de Seul pediu a interrupção dos disparos e os classificou como violação das sanções do Conselho de Segurança da ONU.

O teste ocorreu após uma explosão de minas na Zona Desmilitarizada deixar três soldados sul-coreanos feridos em 21 de setembro. Coreia do Sul e Comando das Nações Unidas atribuíram o episódio a minas instaladas pelo Norte, que negou responsabilidade. Na quinta-feira, 1º, Lee Jae-myung defendeu a retomada do diálogo. No dia seguinte, Kim Yo-jong rejeitou a iniciativa e o pedido de desculpas pelo episódio.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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