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Seul acusa Pyongyang de violar armistício após explosão na DMZ
Foto: Ahn Young-joon/AP/VEJA
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Seul acusa Pyongyang de violar armistício após explosão na DMZ

Explosão de mina feriu três soldados sul-coreanos; investigação encontrou outro artefato ao sul da linha que divide a área desmilitarizada.

A Coreia do Sul acusou a Coreia do Norte de violar o armistício que encerrou a Guerra da Coreia depois que uma mina explodiu na Zona Desmilitarizada (DMZ), na semana passada. O incidente ocorreu em 21 de setembro e deixou três militares sul-coreanos feridos durante uma operação na região que separa os dois países.

O ministro da Defesa sul-coreano, Kang Shin-chul, atribuiu a responsabilidade a Pyongyang durante uma audiência parlamentar nesta terça-feira, 29. “É uma violação manifesta do acordo de armistício”, declarou. Segundo ele, Seul avalia diferentes respostas, que seriam adotadas gradualmente, mas as medidas não foram detalhadas.

Uma apuração do Exército sul-coreano com o Comando das Nações Unidas localizou nesta terça-feira uma mina antipessoal norte-coreana de resina perto do ponto da explosão. O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul afirmou que o artefato estava ao sul da Linha de Demarcação Militar e que não há sinais de que tenha chegado ao local por causa da movimentação do terreno.

As autoridades disseram, no entanto, que a mina encontrada não é a mesma que explodiu na semana passada. Kang afirmou que os artefatos podem ter sido colocados durante obras de fortificação realizadas pela Coreia do Norte ao longo da fronteira. Seul também pretende buscar contato direto com Pyongyang para esclarecer o episódio e verificar as circunstâncias da explosão.

A DMZ tem cerca de quatro quilômetros de largura e atravessa a península por aproximadamente 250 quilômetros. A área concentra grande quantidade de minas deixadas desde a Guerra da Coreia, encerrada em 1953 por um armistício, sem um tratado de paz. Assim, os dois países continuam tecnicamente em guerra.

O episódio ocorre enquanto o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, tenta retomar o diálogo com Pyongyang. O governo norte-coreano declarou a Coreia do Sul um Estado inimigo e abandonou o objetivo de reunificação pacífica. Para Cho Han-bum, do Instituto Coreano para a Unificação Nacional, o governo Lee terá de combinar a resposta ao incidente com os esforços para estabilizar as relações. A Coreia do Norte ainda não havia se pronunciado sobre o caso.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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