TALLINN — A Estônia acusou a Rússia de encomendar um ataque incendiário contra a Milrem Robotics, empresa de defesa que fornece equipamentos militares à Ucrânia. O incêndio atingiu um prédio usado pela companhia em 15 de agosto, na capital estoniana.
O primeiro-ministro Kristen Michal afirmou nesta terça-feira, 29, que uma investigação do Serviço de Segurança Interna da Estônia (KAPO) apontou o envolvimento dos serviços de segurança russos. Segundo ele, o episódio é compatível com outros atos de sabotagem realizados em nome da Rússia na Europa.
A Milrem Robotics fabrica veículos terrestres não tripulados e já forneceu modelos THeMIS às forças ucranianas durante a guerra contra a Rússia. O incêndio não foi descrito com outros detalhes pelas autoridades no anúncio da acusação.
Reações
A Comissão Europeia declarou “solidariedade total” à Estônia e classificou o episódio como um “ataque inconsequente” russo.
O Kremlin negou que a Rússia esteja por trás do incêndio. O porta-voz Dmitry Peskov chamou as acusações de infundadas e afirmou que o governo russo não as levaria a sério. “Tais declarações são infundadas, mal pensadas, não têm absolutamente nenhuma relação com a realidade e carecem de qualquer tipo de raciocínio”, disse a repórteres nesta terça-feira.
A denúncia ocorre enquanto governos ocidentais investigam episódios de sabotagem, ataques cibernéticos e outras operações atribuídas a Moscou. No início do mês, a Alemanha acusou a Rússia de responsabilidade por um incidente com um drone carregado de explosivos no aeroporto de Leipzig.








