O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou nesta segunda-feira, 28, um decreto que acrescenta 15.500 militares às Forças Armadas do país. Esta é a quarta ampliação anunciada por ele desde o começo de 2026. Desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, os outros anos tiveram três aumentos desse tipo.
Com a nova medida, o total das Forças Armadas russas chega a 2.441.630 agentes. Desse número, 1.550.500 são militares; os demais são funcionários civis.
Em março de 2026, a Rússia havia incorporado 2.000 militares. Em junho, foram adicionados 7.700 efetivos. Já em julho, o reforço foi de 25.000 militares e 2.000 funcionários civis, destinados à criação de unidades de construção militar.
Durante a guerra contra a Ucrânia, aumentos semelhantes ocorreram em setembro de 2024, quando 180 mil pessoas foram acrescentadas ao Exército russo; em dezembro de 2023, com 169.400 novos oficiais; e em agosto de 2022, com 137 mil agentes convocados.
Suspeita de nova mobilização
O decreto foi anunciado em meio a discussões sobre uma possível mobilização na Rússia. O Kremlin nega planos de recrutamento amplo. O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou recentemente ter identificado sinais de que Moscou se prepara para uma nova onda de recrutamentos e não descartou ações contra países além da Ucrânia.
Robert “Madyar” Brovdi, comandante das Forças de Sistemas não Tripulados da Ucrânia, disse que a Rússia pode mobilizar 300 mil pessoas até o fim do ano para reforçar as tropas na linha de frente.
Segundo Brovdi, Putin tentaria avançar rapidamente para tomar o Donbass, inclusive levando homens sem treinamento adequado a áreas de combate. “Esperamos um aumento significativo na força de homens inimigos ao longo da linha de frente a partir do próximo mês”, afirmou.
O comandante disse que o aumento do contingente russo será um desafio para a Ucrânia, mas afirmou que as Forças Armadas ucranianas já se preparavam para esse cenário. Ele também declarou que a falta de treinamento dos novos recrutas poderia favorecer Kiev.








