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Cuba rebate Trump após discurso na ONU e rejeita acusações contra a ilha
Foto: ADALBERTO ROQUE/AFP/Getty Images
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Cuba rebate Trump após discurso na ONU e rejeita acusações contra a ilha

Bruno Rodríguez afirmou que o presidente dos EUA apresentou “calúnias” e “falsidades” sobre Cuba durante a Assembleia Geral da ONU.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, acusou Donald Trump de espalhar “calúnias” e “falsidades” sobre a ilha após o presidente dos Estados Unidos dizer, em discurso na Assembleia Geral da ONU, que o país “cairá”. A declaração ocorreu nesta terça-feira, 22, em meio ao aumento das tensões entre Washington e Havana.

Em uma publicação no X (ex-Twitter), Rodríguez afirmou que o governo americano não aceita que Cuba seja um país independente e soberano. O chanceler também criticou o bloqueio econômico, incluindo o embargo energético, que classificou como um ato de genocídio e punição coletiva.

Trump chamou Cuba de “Estado absolutamente falido” e disse que seu governo busca uma “mudança fundamental” na situação da ilha. O presidente americano afirmou ainda que o secretário de Estado, Marco Rubio, lidera os esforços para promover mudanças no país e está em negociações avançadas com o governo cubano.

A delegação cubana deixou o plenário da ONU durante o discurso de Trump, realizado após a fala de abertura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na 81ª Assembleia Geral da entidade.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, também reagiu. Para ele, Trump repete que Cuba representa uma ameaça por não conseguir justificar o que chamou de punição ao povo cubano e uma guerra econômica genocida. Díaz-Canel afirmou ainda que a mentira é usada por quem rejeita o direito à livre determinação dos cubanos.

Sanções e impacto econômico

Desde janeiro, o governo Trump ameaça aplicar sanções a países que fornecem combustível a Cuba. A pressão se soma às sanções americanas impostas desde 1962. Desde o início do ano, apenas um petroleiro russo atracou na ilha.

Em maio, Washington começou a implementar sanções secundárias contra empresas estrangeiras que negociam com Cuba. A medida levou à saída de empresas dos setores de turismo e mineração, apontados como importantes fontes de renda para a ilha de 9,4 milhões de habitantes.

Cuba informou que o embargo americano provocou prejuízos de mais de US$ 8 bilhões, aproximadamente R$ 41 bilhões, entre março de 2025 e fevereiro de 2026. O valor foi 7% superior ao do ano anterior e, segundo Rodríguez, não inclui os danos do bloqueio energético dos últimos sete meses nem as sanções secundárias aplicadas desde maio.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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