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Diretor da Torre Eiffel deixará cargo após polêmica com funcionárias
Foto: Riccardo Milani/Hans Lucas/AFP/Getty Images
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Diretor da Torre Eiffel deixará cargo após polêmica com funcionárias

Patrick Branco Ruivo sairá da direção no fim do ano, após uma visita de grupo hindu que levou mulheres a deixar seus postos.

Patrick Branco Ruivo deixará, no fim do ano, a direção da Torre Eiffel após uma polêmica envolvendo funcionárias e a visita de um grupo religioso hindu. A saída foi informada nesta terça-feira, 29, pela Sociedade de Exploração da Torre Eiffel (Sete), empresa responsável pelo monumento parisiense.

Ruivo ocupa o cargo desde 2018. A controvérsia começou durante uma visita realizada em 5 de setembro pelo movimento espiritual hindu Bochasanwasi Akshar Purushottam Swaminarayan Sanstha (BAPS), na época da inauguração de um templo hindu perto de Paris.

A delegação, formada por cerca de 100 pessoas, pediu que a visita tivesse menos interações com mulheres. A empresa reconheceu que aceitou a solicitação e afirmou que isso não deveria ter acontecido. Durante a passagem do grupo, funcionárias foram orientadas a deixar seus postos para que homens ocupassem os lugares.

“Enquanto a delegação passava, as mulheres foram solicitadas a deixar seus postos de trabalho para que os homens pudessem ocupar seus lugares”, disse Diane Davoine, representante sindical.

Reação dos funcionários

O episódio provocou revolta entre os trabalhadores, que fizeram uma reunião e decidiram entrar em greve. Na base da torre, placas informavam que a abertura estava atrasada por motivos operacionais.

Davoine afirmou que os funcionários queriam abrir diálogo com a administração e impedir que mulheres fossem tratadas novamente daquela maneira na empresa. O movimento BAPS pediu desculpas a quem pudesse ter se sentido ofendido ou incomodado, mas disse que ninguém foi impedido de entrar na Torre Eiffel.

O prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, anunciou uma investigação e classificou como legítima a insatisfação dos funcionários. Já Yaël Braun-Pivet, presidente da Assembleia Nacional da França, condenou a exclusão das trabalhadoras e afirmou que a recepção de visitantes estrangeiros não poderia fazer o país abandonar a igualdade de gênero.

O templo inaugurado pelo movimento fica em Bussy-Saint-Georges, a 30 km a leste de Paris. A cidade de Paris é proprietária da Torre Eiffel e tem a maior participação na empresa que administra o monumento.

Mais de seis milhões de pessoas visitaram a torre em 2025. O ponto turístico reabrirá ao público nesta terça-feira.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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