Os enviados dos Estados Unidos Steve Witkoff e Jared Kushner estão em Moscou neste sábado, 5, para discutir uma proposta de paz para encerrar o conflito entre Rússia e Ucrânia. Depois da reunião, os dois devem viajar para Kiev pela primeira vez desde que começaram a atuar como mediadores da guerra.
A visita ocorre em meio à intensificação dos ataques de longo alcance entre os dois países. Na madrugada deste sábado, os dois aeroportos da capital ucraniana foram atingidos por bombardeios russos, segundo o presidente Volodymyr Zelensky. Ele afirmou que os ataques tentaram atrapalhar a viagem dos representantes americanos.
Horas depois, a presidência russa informou que Vladimir Putin determinou que Kiev não fosse atacada durante três dias, por causa da presença dos enviados dos Estados Unidos.
Witkoff e Kushner chegaram pouco antes das 13h00 locais, 07h00 no horário de Brasília, ao aeroporto de Vnukovo, em Moscou. Eles foram recebidos por Kirill Dmitriev, enviado russo para assuntos econômicos.
Negociações e novos ataques
Desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, no início de 2025, os Estados Unidos lançaram vários ciclos de negociação para tentar encerrar a guerra, iniciada em fevereiro de 2022 com uma ofensiva russa em grande escala contra a Ucrânia. Até agora, os esforços não produziram resultados tangíveis.
“Eles levam uma proposta para acabar com a guerra”, disse Trump. O presidente americano afirmou ainda que os enviados foram para verificar se seria possível alcançar um acordo.
Nas últimas semanas, Rússia e Ucrânia ampliaram o uso de mísseis e drones de longo alcance. O número de civis mortos subiu a níveis inéditos desde o início dos combates, há mais de quatro anos.
Antes do anúncio da viagem, um drone russo atingiu a sede do serviço de segurança ucraniano, o SBU, no centro de Kiev. Em Kamianske, no sudeste da Ucrânia, um ataque russo matou quatro pessoas e feriu cinco, segundo Oleksandr Ganzha, chefe da administração militar regional de Dnipropetrovsk.
A ida dos enviados americanos ocorre após a visita do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Moscou na semana passada. De acordo com o Kremlin, ele se reuniu com os serviços de inteligência russos. Trump classificou a viagem como “semirrotineira”.








